terça-feira, 6 de setembro de 2011

JESUS ENSINA QUE A SALVAÇÃO É MEDIANTE AS BOAS OBRAS?


TEXTO:Jo 5. 28,29; Mt 25, 31-46. 
“Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.”(João 5. 28,29)
“E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.
 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
 porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;
 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.
 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;
 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
 era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.”(Mateus 25.33-46)

Como podemos conciliar, textos como estes, com o evangelho da graça?

Uma declaração como essa se for tirada de seu contexto, poderia estabelecer o principio de que a salvação se obtém mediante as obras, pelas ordenanças da lei, em vez de pela graça mediante a fé. Todavia, tomada em seu contexto, torna-se claro que Jesus não tencionou pregar a salvação pelas boas obras, mas apenas fornece um critério valido referente à fé salvadora. Nos versículos 24 dessa mesma passagem o senhor afirmou: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” A exigência para a salvação resume-se na aceitação de Cristo e na fé em Deus, que enviou seu filho para salvar os pecadores da morte eterna.
A fim de que entendamos o que Jesus quis dizer aqui com o fazer o bem e praticar o mal, devemos lembrar-nos de que é o ponto de vista de Deus, e não do homem, que determina o que o seja o bem e o mal. O que o ser humano fizer pelo seu próprio interesse, ou para seu próprio crédito ou gloria não possui valor algum, aos olhos de Deus, não importando quão útil ou admirável possa parecer aos olhos humanos. ”Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não esta sujeita à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.7, 8). Então, do ponto de vista divino, somente o salvo é capaz de desenvolver um bom trabalho, isto é, praticar uma  boa obra. Só quando o espírito santo assume o controle do coração, da mente e das mãos do crente nascido de novo é que a boa ação se realiza, e só é boa porque Deus a produz, criando-a por meio de quem a ele se entregou, passando a ser instrumento nas mãos d Deus (Rm 6. 12-14).
No entanto, devemos observar que o fruto da fé genuína são as boas obras. Não se trata das obras que mereçam recompensa, mas as que glorifiquem a Cristo e expressem o próprio Cristo. Como a carta de Tiago esclarece muito bem, a fé falsificada nenhum valor tem perante Deus; mas a verdadeira é a que funciona e produz obras boas. “Assim também a fé, se não tiver obras, por si só está morta”. Mas alguém dirá: “Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tg 2. 17,18).
Esse principio resume todo o ensino de cristo nos evangelhos. Em Mateus 7, Jesus descreveu o triste pleito das pessoas que , no julgamento final, apresentam-se perante o Senhor ostentando suas boas obras , realizadas com vaidade, em nome de Cristo e a seu serviço, como se constituíssem uma credencial válida para a entrada no céu. Visto “que na verdade tais pessoas não vi zeram “a vontade do meu pai que esta no céu” (v. 21), o veredicto deles é “... Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade “(v. 23). Todas as suas boas obras, feitas ostensivamente, ainda que em nome de Cristo, de nada valem, porque as pessoas que as praticaram tentaram estabelecer sua própria retidão(Rm 10. 3), em vez de entregar-se a Deus, como instrumentos de justiça(Rm 6. 13).
Em outras palavras, o Senhor insiste em que uma fé viva, verdadeira, expresse-se em obras de justiça e amor, motivando- as e dirigidas pelo seu espírito. Na cena memorável descrita por Jesus em Mateus 25. 31-46, ele está sentado como juiz perante todas as nações e aplica o teste do comportamento piedoso a fim de medir a sinceridade da fé. O mais provável é que todos diante dele são crentes professos, pois se dirigem a ele com “Senhor”, crendo que os considera sua propriedade particular. Todavia, só os que expressaram seu amor e compaixão ao alimentar os famintos, ao dar de beber aos sedentos, ao receber o estrangeiro com hospitalidade, ao vestir os nus e ao visitar os presos por causa da justiça demonstraram sua verdadeira fé. Os que falharam e não fizeram a vontade de Deus,  de viver uma vida de serviço piedosos para os domiciliados na fé, demonstraram fé falsificada que não induz à salvação. Recebendo, portanto, sua porção no inferno,  ao lado de todos os demais hipócritas(Mt 24. 51; 25. 46). Todos serão julgados segundo suas obras. Mas, somente os seguidores de Cristo, verdadeiramente regenerados, terão boas obras registradas em seu prontuário. São genuinamente perfeitas, porque são as obras de Deus realizadas pelos seus instrumentos humanos, as pessoas que a ela se entregam. Jesus havia dito ao moço rico: “Bom só existe um [que é Deus]” (Mt 19. 17). Só existem boas obras as que são feitas pelo próprio senhor, mediante os que lhe submetem em fidelidade.

Conclusão: As luzes dessas passagens deveram concluir que nem João 5. 28,29, nem outras passagens semelhantes entram em contradição com o principio da graça, mediante a fé.

Um comentário:

nelson disse...

Nao basta crer, pois ate os demonios crêm, é preciso materializar o amor a Deus e ao noxos proximos praticando o bem e se mantendo incontaminado com as coisas terrenas. Ao que vencer dar-lhe-ei a coroa da vida.

Minhas Postagens

... A BÍBLIA É O FENÔMENO EXPLICÁVEL APENAS DE UM MODO – ELA É A PALAVRA DE DEUS...

... A BÍBLIA É O FENÔMENO EXPLICÁVEL APENAS DE UM MODO – ELA É A PALAVRA DE DEUS...
O fato de que Deus nos deu a Bíblia é evidencia e exemplo de seu amor por nos, nos ensinando a manter um relacionamento correto com Deus, mas como podemos ter evidencias de que a Bíblia é mesmo a palavra infalível de Deus e não simplesmente um bom livro? O que é único na Bíblia que a separa dos demais livros escritos até hoje? A Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus, divinamente inspirada, e totalmente suficiente para todas as questões de fé e prática. Não pode haver duvidas sobre a veracidade bíblica. Ela não é um livro que um homem escreveria se pudesse, ou que poderia escrever se quisesse.

QUE TEMPO CURTO!

QUE  TEMPO CURTO!
Se for ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7b). Quase todos nós já passamos pela experiência de ver um professor da Escola Dominical ser surpreendido pelo soar do sinal anunciando o término da aula. Muitos são os professores e alunos que vivem se queixando do pouco tempo reservado para o estudo em classe. Alguns professores chegam dizer, frustrados, que a aula terminou exatamente quando começava a tratar da melhor parte do seu conteúdo. A questão não é falta de tempo e sim de planejamento. Quando não há planejamento da aula, não importa o tempo a ela reservado, tudo sairá atabalhoadamente dando a impressão de que está faltando algo. Quando existe planejamento, mesmo que o tempo seja curto, haverá produtividade e satisfação na aula dada. O problema não é o tempo, reafirmo, mas o planejamento. O planejamento de uma aula para a Escola Dominical deve levar em consideração vários fatores.

Alguém precisa fazer algo!

Alguém precisa fazer algo!
JANELA 10/40 é uma faixa da terra que se estende do Oeste da África, passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do equador, subindo forma um retângulo entre os graus 10 e 40. A esse retângulo denomina-se JANELA 10/40.Calcula-se que até hoje menos da metade da população mundial com as suas etnias e línguas tenham sido confrontadas com o evangelho. A outra parte, com sua maioria absoluta na Janela 10/40, representa uma grande multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas que ainda são objetos dos empreendimentos missionários do povo de Deus.

DICAS PARA UMA LEITURA PROVEITOSA.

DICAS PARA UMA LEITURA PROVEITOSA.
. Então, aí vai dez dicas para ler sem esquecer, a primeira vista, muitas podem parecer óbvias. Mas não as subestime. Não é sempre que a gente enxerga o óbvio. 1- Não leia cansado nem ansioso. Se for o caso, faça exercícios de respiração antes de começar a leitura. O estresse é o inimigo número um da concentração e, em consequência, da memorização. 2- Tenha vontade de aprender o que será lido. 3- Se não tiver vontade de antemão, procure criar interesse pelo assunto. A curiosidade é a mola da humanidade. 4- Sublinhe as palavras mais importantes e as frases que expressem melhor a idéia central. 5- Analise as informações e crie relação entre elas, seja nas linhas de cima ou com tudo o que você aprendeu na vida, trazendo-as para o seu mundo. A associação de idéias é fundamental. 6- Leve sempre em conta coisas como: 1- Grau de dificuldade do texto (ler um gibi não é o mesmo que ler sobre filosofia). 2- Objetivo (Só querer agradar alguém, e mais nada, não é o melhor caminho para gravar uma informação. 3- Necessidade (querer ler é bem diferente de depender disso). 7- Faça perguntas ao texto e busque respostas nele. 8- Repita sempre, desde ler de novo até contar para laguém o que você leu. 9- Faça uma síntese mental. Organizar bem as idéias já é meio caminho andado. 10- A memória prefere imagens a palavras ou sons. Por isso, tente criar uma história com aquilo que está lendo, com cenas coloridas e movimentadas. Sammy Pulver comentou muito bem a sensação de quem descobriu e está experimentando os prazeres de uma boa leitura: Na vida nos ensinam a amar, a sorrir, a andar, a lutar, mas quando abrimos um livro, descobrimos que também podemos voar.