TEXTO:Jo 5. 28,29; Mt 25, 31-46.
“Não vos
admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros
ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da
vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.”(João 5.
28,29)
“E porá as
ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;
estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;
porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.”(Mateus 25.33-46)
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;
estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;
porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.”(Mateus 25.33-46)
Como podemos
conciliar, textos como estes, com o evangelho da graça?
Uma declaração
como essa se for tirada de seu contexto, poderia estabelecer o principio de que
a salvação se obtém mediante as obras, pelas ordenanças da lei, em vez de pela
graça mediante a fé. Todavia, tomada em seu contexto, torna-se claro que Jesus
não tencionou pregar a salvação pelas boas obras, mas apenas fornece um
critério valido referente à fé salvadora. Nos versículos 24 dessa mesma passagem
o senhor afirmou: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e
crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da
morte para a vida.” A exigência para a salvação resume-se na aceitação de
Cristo e na fé em Deus, que enviou seu filho para salvar os pecadores da morte
eterna.
A fim de que
entendamos o que Jesus quis dizer aqui com o fazer o bem e praticar o mal,
devemos lembrar-nos de que é o ponto de vista de Deus, e não do homem, que
determina o que o seja o bem e o mal. O que o ser humano fizer pelo seu próprio
interesse, ou para seu próprio crédito ou gloria não possui valor algum, aos
olhos de Deus, não importando quão útil ou admirável possa parecer aos olhos humanos.
”Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não esta sujeita à
lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto os que estão na carne não podem
agradar a Deus” (Rm 8.7, 8). Então, do ponto de vista divino, somente o salvo é
capaz de desenvolver um bom trabalho, isto é, praticar uma boa obra. Só quando o espírito santo assume o
controle do coração, da mente e das mãos do crente nascido de novo é que a boa
ação se realiza, e só é boa porque Deus a produz, criando-a por meio de quem a
ele se entregou, passando a ser instrumento nas mãos d Deus (Rm 6. 12-14).
No entanto,
devemos observar que o fruto da fé genuína são as boas obras. Não se trata das
obras que mereçam recompensa, mas as que glorifiquem a Cristo e expressem o
próprio Cristo. Como a carta de Tiago esclarece muito bem, a fé falsificada
nenhum valor tem perante Deus; mas a verdadeira é a que funciona e produz obras
boas. “Assim também a fé, se não tiver obras, por si só está morta”. Mas alguém
dirá: “Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras e eu,
com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tg 2. 17,18).
Esse
principio resume todo o ensino de cristo nos evangelhos. Em Mateus 7, Jesus
descreveu o triste pleito das pessoas que , no julgamento final, apresentam-se
perante o Senhor ostentando suas boas obras , realizadas com vaidade, em nome
de Cristo e a seu serviço, como se constituíssem uma credencial válida para a
entrada no céu. Visto “que na verdade tais pessoas não vi zeram “a vontade do
meu pai que esta no céu” (v. 21), o veredicto deles é “... Nunca vos conheci.
Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade “(v. 23). Todas as suas boas
obras, feitas ostensivamente, ainda que em nome de Cristo, de nada valem,
porque as pessoas que as praticaram tentaram estabelecer sua própria retidão(Rm
10. 3), em vez de entregar-se a Deus, como instrumentos de justiça(Rm 6. 13).
Em outras
palavras, o Senhor insiste em que uma fé viva, verdadeira, expresse-se
em obras de justiça e amor, motivando- as e dirigidas pelo seu espírito. Na
cena memorável descrita por Jesus em Mateus 25. 31-46, ele está sentado como
juiz perante todas as nações e aplica o teste do comportamento piedoso a fim de
medir a sinceridade da fé. O mais provável é que todos diante dele são crentes
professos, pois se dirigem a ele com “Senhor”, crendo que os considera sua
propriedade particular. Todavia, só os que expressaram seu amor e compaixão ao
alimentar os famintos, ao dar de beber aos sedentos, ao receber o estrangeiro
com hospitalidade, ao vestir os nus e ao visitar os presos por causa da justiça
demonstraram sua verdadeira fé. Os que falharam e não fizeram a vontade de Deus,
de viver uma vida de serviço piedosos para
os domiciliados na fé, demonstraram fé falsificada que não induz à salvação. Recebendo,
portanto, sua porção no inferno, ao lado
de todos os demais hipócritas(Mt 24. 51; 25. 46). Todos serão julgados segundo
suas obras. Mas, somente os seguidores de Cristo, verdadeiramente regenerados,
terão boas obras registradas em seu prontuário. São genuinamente perfeitas,
porque são as obras de Deus realizadas pelos seus instrumentos humanos, as
pessoas que a ela se entregam. Jesus havia dito ao moço rico: “Bom só existe um
[que é Deus]” (Mt 19. 17). Só existem boas obras as que são feitas pelo próprio
senhor, mediante os que lhe submetem em fidelidade.
Conclusão: As luzes dessas passagens deveram concluir que
nem João 5. 28,29, nem outras passagens semelhantes entram em contradição com o
principio da graça, mediante a fé.
Um comentário:
Nao basta crer, pois ate os demonios crêm, é preciso materializar o amor a Deus e ao noxos proximos praticando o bem e se mantendo incontaminado com as coisas terrenas. Ao que vencer dar-lhe-ei a coroa da vida.
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