No que diz respeito à segunda vinda, certos fatos podem ser
ressaltados:
A. A segunda vinda é
pré-milenar. O método literal de interpretar as Escrituras, conforme
proposto anteriormente, torna inegável a vinda pré-milenar do Senhor.
B. A segunda vinda é
literal. A fim de cumprir as promessas feitas na Palavra a respeito de
Sua volta (At 1.11), a vinda de Jesus deve ser literal. Isso requer um retorno
corporal de Cristo à terra.
C. A segunda vinda é
inevitável. O grande grupo de profecias que ainda não foram cumpridas
torna a segunda vinda absolutamente inevitável.(Cf. W. E. Blackstone, Jesus ís coming, p.
24-5) Foi prometido que Ele mesmo virá (At 1.11); os mortos ouvirão sua voz
(Jo 5.28); Ele ministrará aos Seus servos vigilantes (Lc 12.37); Ele voltará a
este mundo (At 1.11), ao mesmo monte das Oliveiras, de onde ascendeu (Zc 14.4);
virá em chama de fogo (2 Ts 1.8), nas nuvens do céu com grande poder e glória
(Mt 24.30; l Pe 1.7; 4.13); Ele se levantará sobre a terra (Jó 19.25); Seus
santos (a igreja) virão com Ele (l Ts 3.13; Jd 14); todo o olho O verá (Ap
1.7); Ele destruirá o anticristo (2 Ts 2.8); Ele se assentará no Seu trono (Mt
25.31; Ap 5.13); todas as nações serão reunidas perante Ele para serem julgadas
(Mt 25.32); Ele terá o trono de Davi (Is 9.6,7; Lc 1.32; Ez 21.25-27); esse
trono será sobre a terra (Jr 23.5,6); Ele terá um reino (Dn 7.13,14) e reinará
sobre todos os seus santos (Dn 7.18-27; Ap 5.10); todos os reis e nações O
servirão (Sl 72.11; Is 49.6,7; Ap 15.4); os reinos deste mundo se tornarão o
Seu reino (Zc 9.10; Ap 11.15); a Ele acorrerão os povos (Gn 49.10); todo o
joelho se dobrará diante Dele (Is 45.23); as nações subirão para adorar o Rei
(Zc 14.16; Sl 86.9); Ele edificará Sião (Sl 102.16); Seu trono será em Jerusalém
(Jr 3.17; Is 33.20,21); os apóstolos se assentarão em doze tronos, para julgar
as doze tribos de Israel (Mt 19.28; Lc 22.28-30); Ele governará todas as
nações (Sl 2.8,9; Ap 2.27); Ele reinará em juízo e justiça (Sl 9.7); o templo
em Jerusalém será reconstruído (Ez 40-48) e a glória do Senhor entrará Nele (Ez
43.2-5; 44.4); a glória do Senhor será revelada (Is 40.5); o deserto se
transformará em pomar (Is 32.15); o deserto florescerá como a rosa (Is 35.1,2)
e a glória Lhe será morada (Is 11.10). Todo o plano de aliança com Israel,
ainda não cumprido, torna obrigatória a segunda vinda do Messias à terra. O
princípio do cumprimento literal torna o retorno de Cristo essencial.
D. Exortações
práticas decorrentes da segunda vinda. As Escrituras fazem amplo uso da doutrina da segunda vinda
de Cristo como princípio de exortação. Ela é usada como exortação à vigilância
(Mt 24.42-44; 25.13; Mc 13.32-37; Lc 12.35-38; Ap 16.15); à sobriedade (lTs
5.2-6; lPe 1.13; 4.7; 5.8); ao arrependimento (At 3.19-21; Ap 3.3); à
fidelidade (Mt 25.19-21; Lc 12.42-44; 19.12,13); a não nos envergonharmos de
Cristo (Mc 8.38); contra o mundanismo (Mt 16.26,27); à moderação (Fp 4.5); à
paciência (Hb 10.36,37; Tg 5.7,8); à mortificação da carne (Cl 3.3-5); à
sinceridade (Fp 1.9,10); à santificação prática (lTs 5.23); à fé ministerial
(2Tm 4.1,2); à obediência às ordens apostólicas (lTm 6.13,14); à diligência e
pureza pastoral (lPe 5.2-4); à pureza (lJo 3.2,3); a permanecermos em Cristo
(lJo 2.28); a resistirmos às tentações e às provações mais severas da fé (lPe
1.7); a suportarmos a perseguição pelo Senhor (lPe 4.13); à santidade e à
piedade (2Pe 3.11-13); ao amor fraternal (lTs 3.12,13); a conservarmos em mente
nossa cidadania celestial (Fp 3.20,21); a amarmos a segunda vinda (2Tm 4.7,8);
a aguardarmos por Ele (Hb 9.27,28); a confiarmos que Cristo terminará Sua obra
(Fp 1.6); a mantermos a esperança firme até o final (Ap 2.25; 3.11); a
renegarmos a impiedade e as paixões mundanas e a vivermos piedosamente (Tt
2.11-13); a estarmos alertas por causa da natureza repentina de Sua volta (Lc
17.24-30); a não julgarmos nada antes do tempo (1 Co 4.5); à esperança de
recompensa (Mt 19.27,28). Ela garante aos discípulos um período de alegria (2
Co 1.14; Fp 2.16; lTs 2.19); conforta os apóstolos na partida de Cristo (Jo
14.3; At 1.11); é o principal acontecimento aguardado pelo crente (lTs 1.9,10);
é uma coroação de graça e uma segurança de estarmos irrepreensíveis no dia do
Senhor (1 Co 1.4-8); é a hora de acertar contas com os servos (Mt 25.19); é a
hora de juízo para os gentios vivos (Mt 25.31-46); é a hora de cumprir o plano
de ressurreição dos salvos (1 Co 15.23); é a hora da manifestação dos santos (2
Co 5.10; Cl 3.4); é uma fonte de consolação (lTs 4.14-18); está associada à
tribulação e ao julgamento dos incrédulos (2 Ts 1.7-9); é proclamada na mesa do
Senhor (1 Co 11.26).(Ibid., p. 180-1.)Obss: A vinda de cristo pode ser explicada com mais detalhes, isto é um breve resumo da parusia
Nenhum comentário:
Postar um comentário