quinta-feira, 15 de setembro de 2011

SE É ERRADO FAZER IMAGENS DE ESCULTURA, POR QUE ENTÃO DEUS ORDENOU A MOISÉS QUE FIZESSE UMA?


Texto bíblico: ÊXODO 25:18
 O segundo mandamento trata do pecado de idolatria e por isso se relaciona ao artesanato de imagens e figuras “do que há encima nos céus [...] em baixo na terra [...] nas águas debaixo da terra” com o propósito de serem adoradas como poderes e divindades. Contudo, Moisés é instruído por Deus a fazer "dois querubins de ouro; de ouro batido" (v. 25:18). Se é errado fazer qualquer tipo de imagem, então por que Deus ordenou que Moisés fizesse imagens para pôr na arca da aliança? A conexão entre o primeiro mandamento, “Não terás outros deuses diante de mim” (V. 3), e o segundo é muito íntima, e fornece um contexto no qual se pode entender o intento real e total dessa proibição. A ordem tem prosseguimento no v. 11 e específica: “Não as adoraras, nem lhes Darás cultos”. Em outras palavras, não se poderia produzir imagens de pessoas ou coisas que pudessem tornar-se objetos de culto, como se fossem sobrenaturais ou divinas. As passagens citadas a respeito desta questão esclarecem muito bem que Deus tencionou extirpar a idolatria. Êxodo 25. 18,20 especificam: “Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório [...] os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório”.
No grande templo de Salomão, o lugar santíssimo deveria ser guardado por duas imagens de querubins com pelo menos 5 a 6 metros de altura com envergadura de dez cúbitos (1Res 6. 23-27). É claro que eles não seriam vistos pelo publico por causa de sua localização no Santo dos Santos; uma cortina ou véu os protegia dos olhos do povo lá fora. Por isso, não havia a possibilidade de virem a tornarem-se objetos de adoração. Mas havia também figuras de querubins gravados, isto é, entalhadas nas paredes do lugar santíssimo, ao lado de palmeiras e flores abertas (6. 29,32). Aparentemente não havia a menor possibilidade de essas imagens virem a tornarem-se objetos de culto, ao serem usadas como ornamentação, segundo um padrão repetitivo. Deve salientar que a ordem para construir tais objetos fora dada por Deus, nada feito pelo homem, tal como um ídolo.
Além disso, a proibição não é de se fazer qualquer imagem de escultura para fins decorativos, mas de fazer imagens para qualquer tipo de adoração religiosa. Em outras palavras, a ordem era para não adorar nenhum outro Deus nem imagem de qualquer Deus. Aqueles querubins não foram dados a Israel como imagens de Deus, mas de anjos. Nem foram dados para serem adorados. Daí a conclusão de que não há como a ordem de fabricá-los possa violar o mandamento de Êxodo 20.
                Finalmente, a proibição em Êxodo 20 não foi contra a arte religiosa como tal, o que inclui coisas no céu (anjos) e na terra (homens e animais). Ela foi contra o uso de qualquer imagem como ídolo. Que se pode depreender que o texto tinha em mente a idolatria é evidente, pelo fato de haver a instrução: "não te encurvarás a elas, nem as servirás" (Ex 20:5, SBTB). A distinção entre o uso não-religioso e o uso religioso de imagens é importante:

O USO DE IMAGENS

PROIBIDO
PERMITIDO
Objeto de adoração
Não um objeto de adoração
Designadas pelo homem
Designadas por Deus
Com propósito religioso
Com propósito educacional
Para representar a essência de Deus
Para afirmar a verdade
Sem qualificações
Com qualificações

                Até mesmo a linguagem utilizada para referir-se a Deus na Bíblia contém imagens. Ele tanto é pastor como pai. Mas essas duas imagens qualificam-no de forma apropriada, Deus não é simplesmente um pai qualquer. Ele é o nosso Pai Celestial. De igual modo, Jesus não é um mero pastor, mas o Bom Pastor, que deu a sua vida por suas ovelhas (Jo 10:11). Nenhuma imagem finita, sem qualificação, pode ser aplicada apropriadamente ao Deus infinito. Fazer isso é idolatria. E ídolos são ídolos, quer sejam mentais ou de metais.
MARIOLATRIA
Os santos, os anjos e especificamente a Virgem Maria são abertamente objetos de culto na igreja de Roma. Os romanistas costumam distinguir entre cultus civilis devido a superiores terrenos ; doulos-sujeição devido aos anjos; a iperdouleia-mais do que uma sujeição devido à Virgem Maria; e a latreia- adoraçaõ devida unicamente a Deus . o principio é este: Qualquer homenagem, interna ou externa, que envolve a imputação de atributos divinos a seus objetos, se tal objeto é uma criatura, é idolatria. Se a homenagem tributada pelos Romanistas aos santos e aos anjos é idolatria ou não, é questão de fato mais que teoria; ou seja, deve ser determinada pela homenagem realmente prestada e não pelo que é prescrito.
A invocação dos santos praticada na igreja de Roma é idolatria: buscam-se bênção da parte dos santos, bênçãos que somente Deus pode conceder; e se lhes confere atributos que só pertencem a Deus. Buscam das mãos deles todo tipo de bênção, temporal e espiritual, e busca-se diretamente deles como se fossem os doadores. Diz eles que é correto dizer: “São Pedro , salva-me; abre-me as portas do céu; concede-me arrependimento, coragem ”etc. somente Deus pode conceder tais bênçãos; e afirmar-se ao povo que as busque das mão de criaturas. Isso é idolatria.
A mãe de nosso Senhor é considerada por todos os cristãos bendita, a mais favorecida dentre as mulheres . nenhum membro da família humana apostatada teve honra tão grande como a que ela recebeu ao tornar-se a mãe do Salvador do mundo. A reverência a ela devida como tão sublimemente favorecida por Deus, e como aquela cujo coração foi transpassado por muitas dores, abriu caminho para que fosse considerada o ideal de todas as graças e exelencias femininas, e gradualmente tornou-se objeto de honras divinas, ao ir perdendo a igreja, paulatinamente, sua espiritualidade.
A dedicação da Virgem Maria na igreja de Roma foi um processo lento. O primeiro passo foi a declaração de sua virgindade perpetua. O segundo passo foi a declaração de que o nascimento do Senhor , e igualmente sua concepção, foi supernatural. O terceiro passo foi a solene e autoritativa decisão do concilio ecuménico de Éfeso, em 431 d.C.,de que a Virgem Maria era “Mãe de Deus”. Sobre essa decisão pode observar o seguinte:
a.       Que foi formulada mais como uma vindicação da divindade de Cristo do que como uma exaltação da gloria da bem- aventurada Virgem. Teve sua origem na controversa nestoriana. Nestorio foi acusado de ensinar que o logos apenas habitou no homem jesus, deduzindo-se daí que ele cria que a pessoa nascida da virgem era simplesmente humana. Foi para realçar a declaração de que a pessoa assim nascida era verdadeiramente divina que os ortodoxos insistiram na tese de que a Virgem deveria ser chamada a Mãe de Deus.
b.      Há certo sentido em que a designação é própria e conforme à analogia da escritura. A Virgem foi a Mãe de Cristo; Cristo é Deus manifestado na carne; portanto, ela foi a Mãe de Deus. Nas palavras de Francisco Lacueva, é muito mais exato falar dela como Mãe daquele que é Deus. Mãe de Deus, porem , da a impressão de que Maria é mãe de Deus como Deus; em contra partida, Maria foi um vaso escolhido por Deus para que Aquele Que era eternamente Deus como Pai, o verbo se encarnasse, tomando a natureza humana no seio de Maria. E assim de Maria não se pode dizer que fosse a Mãe de Deus.
Seja qual for a explicação, o fato é que a decisão do Concilio de Éfeso marca uma época no progresso da dedicação da virgem.
O quarto passo, ela foi declarada deificada. Foi chamada rainha do céu, rainha de Reinos; declarou-se que ela estava exaltada acima de todos os principados e potestade; sentada á adestra de Cristo, participando com ele do poder universal e absoluto, o qual lhe foi entregue. Todas as bençãos da salvação eram buscadas da suas mãos, bem como a proteção de todos os inimigos e a libertação de todo mal. Permitiu-se e ordenou-se que lhe dirigissem orações, hinos e doxologia. Todo o saltério foi transformado em um livro de louvor e de confissão à Mãe de Cristo. O que na bíblia se diz a Deus e de Deus, nesse livro dirige-se à Virgem. No salmo primeiro , por exemplo, esta escrito: “Bem – aventurado o homem que não anda no conselho dos impios” etc. no saltério da Virgem está escrito: “Bem-aventurado o homem que ama teu nome, ó Virgem Maria; Tua graça consolara tua alma. Como árvore plantada junto a correntes de águas, dará os mais ricos frutos de justiça ”. no salmo segundo dirige-se diretamente à Virgem esta oração: “protege-nos com tua destra, ó Mãe de Deus” etc. no Salmo 9: “Confesar-te-ei, ó Senhora; declararei todos os teus louvores gloria. Ati pertence a gloria e a ação de graças e a voz de louvor”. Salmo 15 “Guarda-me, ó Senhora, porque em ti tenho confiado”. Salmo 17: “Amar-te-ei, ó Rainha dos céus e da terra, e glorificarei teu nome entre os gentios”etc. a Virgem é sempre invocada da mesma forma como o salmista invocava a Deus. E as bênçãos que o salmista buscava em Deus, o romanista é ensinado a buscar nela.
Da mesma forma, parodiam-se os mais santos ofícios da igreja. Por exemplo. O Te Deum é transformado em invocação à virgem. “Louvamos-te, Mãe de Deus; reconhecemos –te como virgem. Toda a terra de adora, esposa do Pai eterno. Todos os anjos e arcanjos, todos os tronos e poderes, finalmente te servem. A ti chamam os anjos, com uma voz sempre incessante: Santa, Santa Maria, Mãe de  Deus... Toda a corte celestial te honra como rainha. A santa igreja por todo o mundo te invoca e te louva, mão de divina majestade... Tu estás sentada com teu Filho à destra do Pai ... Em ti, dulcíssima Maria, está a esperança nossa; defende-nos sempre. O louvor te pertence; o império te pertence; virtude gloria sejam a ti para sempre e sempre”.
A Virgem Maria é para seu adoradores o que Cristo é para nós.ela é objeto de todos o seus afetos religiosos, a base de sua confiança e a fonte da qual se esperam e se buscam todas as bênçãos da salvação. Isto não pode ser considerado como uma simples homenagem ou reconhecimento, isto é proskineo- adoração.

Referencias:  Gleason Archer -enciclopédia de dificuldades bíblicas; Charles Hodge- teologia sistemática; bíblia da mulher.




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... A BÍBLIA É O FENÔMENO EXPLICÁVEL APENAS DE UM MODO – ELA É A PALAVRA DE DEUS...

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O fato de que Deus nos deu a Bíblia é evidencia e exemplo de seu amor por nos, nos ensinando a manter um relacionamento correto com Deus, mas como podemos ter evidencias de que a Bíblia é mesmo a palavra infalível de Deus e não simplesmente um bom livro? O que é único na Bíblia que a separa dos demais livros escritos até hoje? A Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus, divinamente inspirada, e totalmente suficiente para todas as questões de fé e prática. Não pode haver duvidas sobre a veracidade bíblica. Ela não é um livro que um homem escreveria se pudesse, ou que poderia escrever se quisesse.

QUE TEMPO CURTO!

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Se for ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7b). Quase todos nós já passamos pela experiência de ver um professor da Escola Dominical ser surpreendido pelo soar do sinal anunciando o término da aula. Muitos são os professores e alunos que vivem se queixando do pouco tempo reservado para o estudo em classe. Alguns professores chegam dizer, frustrados, que a aula terminou exatamente quando começava a tratar da melhor parte do seu conteúdo. A questão não é falta de tempo e sim de planejamento. Quando não há planejamento da aula, não importa o tempo a ela reservado, tudo sairá atabalhoadamente dando a impressão de que está faltando algo. Quando existe planejamento, mesmo que o tempo seja curto, haverá produtividade e satisfação na aula dada. O problema não é o tempo, reafirmo, mas o planejamento. O planejamento de uma aula para a Escola Dominical deve levar em consideração vários fatores.

Alguém precisa fazer algo!

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JANELA 10/40 é uma faixa da terra que se estende do Oeste da África, passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do equador, subindo forma um retângulo entre os graus 10 e 40. A esse retângulo denomina-se JANELA 10/40.Calcula-se que até hoje menos da metade da população mundial com as suas etnias e línguas tenham sido confrontadas com o evangelho. A outra parte, com sua maioria absoluta na Janela 10/40, representa uma grande multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas que ainda são objetos dos empreendimentos missionários do povo de Deus.

DICAS PARA UMA LEITURA PROVEITOSA.

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. Então, aí vai dez dicas para ler sem esquecer, a primeira vista, muitas podem parecer óbvias. Mas não as subestime. Não é sempre que a gente enxerga o óbvio. 1- Não leia cansado nem ansioso. Se for o caso, faça exercícios de respiração antes de começar a leitura. O estresse é o inimigo número um da concentração e, em consequência, da memorização. 2- Tenha vontade de aprender o que será lido. 3- Se não tiver vontade de antemão, procure criar interesse pelo assunto. A curiosidade é a mola da humanidade. 4- Sublinhe as palavras mais importantes e as frases que expressem melhor a idéia central. 5- Analise as informações e crie relação entre elas, seja nas linhas de cima ou com tudo o que você aprendeu na vida, trazendo-as para o seu mundo. A associação de idéias é fundamental. 6- Leve sempre em conta coisas como: 1- Grau de dificuldade do texto (ler um gibi não é o mesmo que ler sobre filosofia). 2- Objetivo (Só querer agradar alguém, e mais nada, não é o melhor caminho para gravar uma informação. 3- Necessidade (querer ler é bem diferente de depender disso). 7- Faça perguntas ao texto e busque respostas nele. 8- Repita sempre, desde ler de novo até contar para laguém o que você leu. 9- Faça uma síntese mental. Organizar bem as idéias já é meio caminho andado. 10- A memória prefere imagens a palavras ou sons. Por isso, tente criar uma história com aquilo que está lendo, com cenas coloridas e movimentadas. Sammy Pulver comentou muito bem a sensação de quem descobriu e está experimentando os prazeres de uma boa leitura: Na vida nos ensinam a amar, a sorrir, a andar, a lutar, mas quando abrimos um livro, descobrimos que também podemos voar.