domingo, 20 de maio de 2012

A SALVAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO



Não é verdade que os israelitas sob a antiga aliança salvaram-se pela obediência a Deus, e não porque ansiavam, pela fé, o Salvador que haveria de vir? Que passagens mostram ser essa fé imprescindível a eles para a salvação?

Desde o Gênesis até o Apocalipse, Deus deixa bem claro que ninguém se salva por obras próprias, mas apenas pela fé nas promessas divinas. Só no
Éden a salvação foi apresentada com base na obediência, com a advertência acompanhada da pena de morte para a transgressão da ordem de Deus: "Mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá" (Gn 2.17). Em Gênesis 3, essa determinação foi quebrada tanto por Adão quanto por Eva, por causa da tentação e do engano de Satanás; e o Senhor lhes confirmou a sentença de morte, ao afirmar: "Você é pó, e ao pó voltará" (Gn 3.19). A partir desse dia, nenhum ser humano salvou-se pela obediência — exceto a raça dos redimidos, os quais são resgatados pela fé na expiação de Cristo, cujo ato de obediência pagou o preço de nossa salvação.
É verdade que em ambos os Testamentos existe uma grande ênfase na obediência. Em Êxodo 19.5, assim prometeu Deus a Israel: "Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações". Entretanto, de modo algum essa passagem sugere um caminho alternativo para o céu, além da trilha da fé; ao contrário, essa promessa foi dada a um grupo de crentes que já se havia arrependido do pecado e entregue seu coração ao Senhor pela fé. A obediência era apenas uma evidência necessária do fruto da fé. Não é a maçã que faz da árvore de que surgiu uma macieira; é esta que faz seu fruto ser uma maçã. Disse Jesus: "Vocês os reconhecerão por seus frutos" (Mt 7.16); em outras palavras, as uvas vêm da vinha, não dos espinheiros; os figos das figueiras, e não dos pés de urtiga. A obediência é a conseqüência natural e necessária da fé, mas nunca é apresentada como substituta desta em parte alguma das Escrituras.
Devemos observar que, logo de início, Adão e Eva ensinaram a seus filhos a necessidade de fazer holocaustos perante o Senhor pelos pecados que tivessem cometido. Assim foi que Abel apresentou um sacrifício aceitável em seu altar — um ato de fé que tipicamente representou por prenuncio a expiação que seria feita mais tarde no Calvário. Hebreus 11.4 esclarece: "Pela Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim [...]. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala". Gênesis 15.6 registra que, quando Abraão creu em Deus, o Senhor lhe imputou a fé por justiça.
Romanos 4.13 diz-nos que "Não foi mediante a Lei que Abraão e a sua descendência receberam a promessa de que ele seria herdeiro do mundo, mas mediante a justiça que vem da fé".
Quanto à geração de Moisés, a quem a promessa de Êxodo 19.5 fora feita, de modo algum poderia haver qualquer mal-entendido concernente ao princípio da salvação mediante a fé e nada mais. Do capítulo que contém os Dez Mandamentos vem-nos a primeira de várias referências ao culto sacrificial: "Façam-me um altar de terra e nele sacrifiquem-me os seus holocaustos e as suas ofertas de comunhão, as suas ovelhas e os seus bois" (Êx 20.24). O princípio subjacente a cada sacrifício era este: a vida do animal inocente substituía a vida cheia de culpa e deturpada do crente. Este recebia o perdão de Deus somente mediante o arrependimento e a fé, jamais pela obediência.
Hebreus 10.4 refere-se à antiga dispensação do at e declara: "É impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados". Antes, em 9.11, 12, declaram as Escrituras: "Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação. Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, de uma vez por todas, e obteve eterna redenção".
Então, de que forma o benefício da expiação pelo sangue é trazido aos pecadores? Ele só vem pela fé, não mediante obras de obediência, como trabalhos meritórios — quer antes, quer depois da cruz. Assim declaram as Escrituras: "Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus" (Ef 2.8). Mas que tipo de fé? A fé falsificada que trai a si mesma mediante a desobediência à vontade revelada de Deus e pela escravidão da alma ao pecado? Certamente não! A salvação só pode advir mediante a fé verdadeira e viva que assume com seriedade o senhorio absoluto de Cristo e produz um viver santo — uma vida de verdadeira obediência, baseada na entrega genuína do coração, da mente e do corpo (Rm 12.1).
É dessa perspectiva que devemos entender os ardentes chamados à obediência por parte dos
profetas do at: "Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra; mas, se resistirem e se rebelarem, serão devorados pela espada" (Is 1.19, 20). A exigência exposta por Jesus é muito semelhante a essa: "Por que vocês me chamam 'Senhor, Senhor' e não fazem o que eu digo?" (Lc 6.46). Os apóstolos confirmam: "Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos [... ] Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça" (Rm 6.11, 12, 17, 18).

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... A BÍBLIA É O FENÔMENO EXPLICÁVEL APENAS DE UM MODO – ELA É A PALAVRA DE DEUS...

... A BÍBLIA É O FENÔMENO EXPLICÁVEL APENAS DE UM MODO – ELA É A PALAVRA DE DEUS...
O fato de que Deus nos deu a Bíblia é evidencia e exemplo de seu amor por nos, nos ensinando a manter um relacionamento correto com Deus, mas como podemos ter evidencias de que a Bíblia é mesmo a palavra infalível de Deus e não simplesmente um bom livro? O que é único na Bíblia que a separa dos demais livros escritos até hoje? A Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus, divinamente inspirada, e totalmente suficiente para todas as questões de fé e prática. Não pode haver duvidas sobre a veracidade bíblica. Ela não é um livro que um homem escreveria se pudesse, ou que poderia escrever se quisesse.

QUE TEMPO CURTO!

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Se for ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7b). Quase todos nós já passamos pela experiência de ver um professor da Escola Dominical ser surpreendido pelo soar do sinal anunciando o término da aula. Muitos são os professores e alunos que vivem se queixando do pouco tempo reservado para o estudo em classe. Alguns professores chegam dizer, frustrados, que a aula terminou exatamente quando começava a tratar da melhor parte do seu conteúdo. A questão não é falta de tempo e sim de planejamento. Quando não há planejamento da aula, não importa o tempo a ela reservado, tudo sairá atabalhoadamente dando a impressão de que está faltando algo. Quando existe planejamento, mesmo que o tempo seja curto, haverá produtividade e satisfação na aula dada. O problema não é o tempo, reafirmo, mas o planejamento. O planejamento de uma aula para a Escola Dominical deve levar em consideração vários fatores.

Alguém precisa fazer algo!

Alguém precisa fazer algo!
JANELA 10/40 é uma faixa da terra que se estende do Oeste da África, passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do equador, subindo forma um retângulo entre os graus 10 e 40. A esse retângulo denomina-se JANELA 10/40.Calcula-se que até hoje menos da metade da população mundial com as suas etnias e línguas tenham sido confrontadas com o evangelho. A outra parte, com sua maioria absoluta na Janela 10/40, representa uma grande multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas que ainda são objetos dos empreendimentos missionários do povo de Deus.

DICAS PARA UMA LEITURA PROVEITOSA.

DICAS PARA UMA LEITURA PROVEITOSA.
. Então, aí vai dez dicas para ler sem esquecer, a primeira vista, muitas podem parecer óbvias. Mas não as subestime. Não é sempre que a gente enxerga o óbvio. 1- Não leia cansado nem ansioso. Se for o caso, faça exercícios de respiração antes de começar a leitura. O estresse é o inimigo número um da concentração e, em consequência, da memorização. 2- Tenha vontade de aprender o que será lido. 3- Se não tiver vontade de antemão, procure criar interesse pelo assunto. A curiosidade é a mola da humanidade. 4- Sublinhe as palavras mais importantes e as frases que expressem melhor a idéia central. 5- Analise as informações e crie relação entre elas, seja nas linhas de cima ou com tudo o que você aprendeu na vida, trazendo-as para o seu mundo. A associação de idéias é fundamental. 6- Leve sempre em conta coisas como: 1- Grau de dificuldade do texto (ler um gibi não é o mesmo que ler sobre filosofia). 2- Objetivo (Só querer agradar alguém, e mais nada, não é o melhor caminho para gravar uma informação. 3- Necessidade (querer ler é bem diferente de depender disso). 7- Faça perguntas ao texto e busque respostas nele. 8- Repita sempre, desde ler de novo até contar para laguém o que você leu. 9- Faça uma síntese mental. Organizar bem as idéias já é meio caminho andado. 10- A memória prefere imagens a palavras ou sons. Por isso, tente criar uma história com aquilo que está lendo, com cenas coloridas e movimentadas. Sammy Pulver comentou muito bem a sensação de quem descobriu e está experimentando os prazeres de uma boa leitura: Na vida nos ensinam a amar, a sorrir, a andar, a lutar, mas quando abrimos um livro, descobrimos que também podemos voar.