Ø IMPORTÂNCIA DESSAS CARTAS
Os dois capítulos que consiste de cartas enviadas por Cristo às sete
igrejas da Ásia menor, ocupam cerca de um oitavo do volume do Livro inteiro,
fornecendo-nos muitas, excelentes e profundas instruções. Devido à importância
que esses capítulos têm, dentro deste livro, e devido ao espaço que ocupa não
deveria ser examinados superficialmente, por mera curiosidade acerca do futuro.
Ø IMPORTÂNCIA E SEUS ENSINAMENTOS
MORAIS
O evangelho tem seus imperativos morais. Não pode haver mesmo salvação
sem a transformação moral, conforme é claramente ensinada no NT. Nada menos de
oito livros do N.T foram escritos contra a falsa mensagem dos gnósticos, que
não continha imperativo moral. De fato sem a santificação ninguém vera a Deus
(Hb 12.14). As cartas destinadas às setes igrejas nos mostram as exigências
morais do discipulado cristão.
Elementos comuns nas sete cartas. Cada uma dessas missivas contém os
seguintes elementos:
1)
A ordem de escrever, ao anjo de cada assembléia local.
2)
Algum titulo subliminar do Senhor Jesus Cristo, dotado de
significado particular, com elementos instrutivos, importantes para a igreja
local para a qual foi escrita a carta em questão.
3)
Um recado direto ao anjo da igreja, com as palavras “conheço as
tuas obras”, o que lhe assegura que Cristo vigia e se preocupa com o
conhecimento completo acerca das condições de cada comunidade local.
4)
Promessas aos vencedores; advertências aos seus membros por
indiferentes, ou que caem em algum erro especifico, do qual se recusam a
recuperação
5)
O solene refrão: “Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça”. Isso
tenciona a fixar a atenção sobre o que é dito, para que se dê plena obediência
à instrução assim transmitida.
6)
É o espírito quem profere as palavras de cada carta; pelo que
não se trata de meras mensagens humanas.
7)
Cada uma delas envolve uma mensagem profética, que se adapta a
um período especial da historia da igreja.
Porque razões são salientadas sete igrejas locais em particular? Na Ásia
Menor, havia cidades e igrejas mais importantes nos dias do vidente João, do
que algumas das que são aqui alistadas? Por que o autor sagrado selecionou
essas sete, excluindo as outras?
ü É possível que não tenha havido qualquer razão
especifica. Ou então foram escolhidas porque, dentro da ordem e que foram
mencionadas, começando e retornando a Éfeso, como que, no mapa, fica formando
um círculo geográfico, pelo que elas representariam a igreja inteira. Seriam
elas o circulo perfeito da igreja por assim dizer. O Espírito Santo orientou nessa escolha,
porque as condições ali existentes eram particularmente instrutivas para todas
as épocas, ao passo que outra espécie de condições não seria tão universais e
impressionantes. O próprio numero sete sugere perfeição. Trata-se de uma
perfeita e completa mensagem de Cristo as suas igrejas.
Em todas as sete cartas segue-se essa estrutura:
ü Atributos de Cristo elogios á igreja
ü Estado espiritual da igreja
ü Advertência
ü Sentença
ü Promessa ao vencedor
I.
ATRIBUTOS
DE CRISTO
“Isto
diz aquele que tem as sete estrelas na sua destra...”Vs. 1
1.
As sete
estrelas são os sete anjos. O símbolo em que Cristo segura-as em sua mão nos
sugere o seguinte, Cristo:
a) Cristo protege às igrejas
b) Guia-as e controla-as
c)
Usa-as em seu serviço
2.
Portanto,
tanto anjos como as próprias igrejas locais estão inteiramente sujeitas a
Cristo, servindo de instrumentos do poder e da gloria do Senhor. Observe que as
estrelas estão na mão e não nos dedo, pois não são meros elementos decorativos.
...”Que anda no meio dos sete candeeiros de ouro”. Vs. 1
1.
Notemos
que em Ap 1.20, os sete candeeiros são as sete igrejas. Portanto, uma vez mais,
a descrição de Cristo, no tocante a Éfeso, também se aplica às cartas enviadas
a todas as sete igrejas, - o que equivale dizer que essa primeira carta seve de
introdução para todas as demais.
2.
O fato
que Cristo andava entre os candeeiros simboliza as seguintes verdades:
a)
A presença de Cristo e de seu poder, na Igreja, o que tanto se
verificou na era apostólica.
b)
Sua cuidadosa vigilância sobre essa época e todas as épocas da
igreja, conhecendo suas fortalezas e fraquezas.
c)
Esse andar é judicial. Cristo não está satisfeito com a condição
da igreja e terá de baixar juízo, se não houver arrependimento
d)
Sem a presença de Cristo, a igreja é apenas uma pilha de pedras,
freqüentada por não espirituais. Mas com sua presença, a igreja se torna um
templo vivo para habitação do próprio Deus.
e)
O fato que Cristo anda entre os candeeiro é o cumprimento de sua
promessa (Mt 28.20).
II.
ELOGIOS
Á IGREJA
1.
Éfeso:
nos dias de Paulo era a maior cidade da província romana da Ásia. Plínio a
chamava de a luz da Ásia. Fica na costa ocidental do que atualmente se chama Turquia Asiática.
No tempo dos apóstolos havia uma magnificente estrada de vinte e um metros de
largura, ladeadas por colunas, que atravessava a cidade até ao porto. Esse
porto era importante centro de exportação e importação, no fim da rota de
caravanas vindas da Ásia, sendo uma escala natural para quem viajasse do
continente asiático até a capital do império Romano.
2.
No ano de
560 A.C., Éfeso foi conquistada pelo rei Croeso. No ano de 557 A.C. foi
conquistada pelos Persas. Em 133 A.C. tornou-se parte do império de Atalo II,
que então doou a Roma.
3.
Éfeso era
um centro religioso, tanto quanto comercial e político. O templo de Diana,
erigido antes de 356 A.C., mas restaurado naquele ano, após ter sido destruído
por um insendio , figurava como uma das maravilhas do mundo antigo, até que,
finalmente , foi destruído pelos godos, em 260 D.C. Esse templo continha a
imagem de Diana , a qual, mui provavelmente , era apenas um meteorito que foi
esculpido para formar tal imagem. Isso explica sua suposta origem celestial.
4.
A fé Cristã chegou a Éfeso em 52 D.C. Paulo
esteve ali, durante sua segunda viagem missionária; e então permaneceu mais
tarde ali, por cerca de três anos, a mais longa permanência de Paulo em um
lugar só, durante todas as suas viagens missionárias. O cristianismo fez de
Éfeso um de seus centros mais poderosos.
“... Conheço as tuas obras...”. Vs 2
a)
É salientada assim a onisciência de Cristo.
b)
O interesse de Cristo por sua Igreja é focalizado, porque ele
conhece as suas condições, a fim de louvar ou repreender a mesma.
c)
As obras que Cristo conhece representam as condições espirituais
em geral da igreja, e não apenas aquilo
que chamamos de serviço ativo. A palavra obra neste caso indica o caráter geral,
a natureza da pessoa que age, mas também aquilo que ela faz. O termo geral,
obras é desdobrado nestes mesmos versículos, para que tenha os seguintes
significados:
ü Labor
(serviço ativo, prestado sob pressão).
ü Paciência
(resistência nesse labor, e sob as perseguições).
ü Ódio
e oposição ao mal e aos atos malignos, de homens que pervertem o evangelho e
promovem a impiedade em nome de Cristo.
ü Cristo
que é o Senhor vê através de todos os disfarces e pretensões, apresentando
autentica avaliação da condição de cada individuo, bem como a condição geral de
cada assembléia local.
d)
Ele não vê o que esperamos ser, nem o que temos feito, nem o que
pensamos que podemos fazer, e, sim, as nossas condições reais o nosso caráter.
O seu poder, que tudo vê e tudo sabe , é, ao mesmo tempo, uma ameaça e um
conforto. É uma ameaça aos hipócritas e pretensiosos; é uma ameaça para aqueles
que brincam com a fé religiosa. Mas é um conforto aos fieis, que são
perseguidos e desprezados por outros, dentro ou fora da igreja.
e)
Nossas tristezas, que talvez não possamos relatar, nossas
tribulações, os ais e as dores que jazem ocultas em nossas almas, nossas
fraquezas e nossas lutas intimas, nossos temores e duvidas ocultos, nossa
honestidade quanto as coisas que outros
censuram e criticam, nossos
verdadeiros motivos e esforços, que os outros não entendem, tudo é conhecido
por nosso amoroso Salvador, o qual pode ser tocado com o senso de nossa debilidade, ordenado-nos
que tenhamos bom animo, porque a sua graça nos será suficiente.
“... e o teu trabalho...” Vs 2.
a)
No grego temos o vocábulo Kopos, que indica labor até à exaustão,
trabalhar arduamente, luta.
b)
O labor aqui mencionado, no caso da igreja de Éfeso, alude particularmente
aos trabalhos daqueles crentes no evangelho, o qual tomou conta de todos os
crentes de civilizações então conhecidos
“... perseverança...” Vs 2
a)
Não se trata de simplesmente de paciência, mas de Constância sob
situações adversas, fidelidade sob perseguições, o termo grego upomone,
resistência, permanência Constancia.
b)
A igreja da era apostólica foi tremendamente perseguida. O livro
de Atos deixa isso bem claro. Mas aquela igreja tinha resistência em meio as
aflições que lhes foram impostas, pelas autoridades civis e religiosas. As
dificuldades daqueles crentes não os levaram a perder a coragem ou a negar a
própria Fé. Eles suportaram a labuta firmemente sem se esmorecer.
“sei que não podes suportar os maus...”Vs.2
a)
Aqueles crentes podiam suportar condições e testes difíceis, mas
se recusavam a mostrar tolerância em favor de homens que tentavam mudar a
natureza moral da igreja, tirando do evangelho o seu imperativo moral. Esses
homens maus, mui provavelmente são os nicolaítas, mencionado no sexto versículos
deste capitulo. Não há de duvidar que houvesse boa variedade de falsos
apóstolos e de falsos mestres, que serviam de praga para a igreja apostólica.
“E tens perseverança e por amor do meu nome
sofreste, e não desfaleceste.”Vs. 3.
b) Tudo suportavam porque se apegavam a Cristo como
seu Senhor e Salvado ele o único Rei que tem
o direito ser adorado
III.
ESTADO
ESPIRITUAL DA IGREJA
“Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu
primeiro amor.”V.4
Nunca
teríamos imaginado que uma comunidade cristão que acabara de ser descrita como
leal nas perseguições sofridas e nos labores, prodigiosa em suas obras
opositora da malignidade, também poderia aparecer como quem abandonara o seu
primeiro amor a Cristo. Por conseguinte, temos de supor uma das seguintes possibilidades:
a)
A perda do amor, por parte deles, ainda começara a modificar a conduta
deles; mas, sem duvidas começaria a fazê-lo em breve, e isso de maneira necessária.
b)
Continuaria a ter amor por Cristo embora não tão grande como
antes, e nem tão espontâneo.
c)
Todas as ações cristãs, bem como o exercício de todos os dons
espirituais, devem ser motivadas pelo amor, deste recebendo o impulso. Em caso
contrario, o valor de todas essas manifestações deve ser posto em duvida (ICo
13).
“... contra ti...” observe que a condenação se segue ao elogio. Isso
faz parte de uma avaliação honesta. Precisamos de ambos os elementos. Se
criticarmos aos outros, mas também os elogiamos pelo que de bom há neles, as
nossas criticas se mostrarão carregadas de um poder que transforma os homens
para o melhor. Porém, se tão somente criticarmos os nossos semelhantes, ignorando
qualquer coisa boa que há neles, poderemos apenas feridos, piorando o estado
deles e adicionando opróbrio a quaisquer vícios que porventura tenham. Por
outro lado, se não fizermos outra coisa senão elogiá-los, então eles ficarão
estragados e minados, tendo uma idéia falsa sobre aquilo que realmente são nada
vendo que deva ser modificado, ao passo que, na vida de qualquer individuo,
sempre haverá coisas que precisam de modificações e aprimoramento.
“... abandonastes...”
a) No grego é aphekas, partir, ir-se embora,
relaxar, dispensar. Essa mesma palavra era usada para indicar o repúdio ou divórcio.
Os crentes Efésios tinham-se divorciado do seu primeiro e nobre amor emocional.
Contudo, o amor verdadeiro é mais do que emoção. Antes, é um dos aspectos do
fruto do Espírito (Gl 5.22); ou seja, é um produto desenvolvimento espiritual,
sendo esse o solo onde medram todas as demais virtudes espirituais. Os labores
dos efésios ainda não tinham se diluído; não se tinham ainda divorciado de seus
labores prodigiosos, e nem de sua lealdade Cristo, embora sob a perseguição. No
entanto, em seus corações, já se tinha divorciado daquela devoção a Cristo que
é a real base de todo o trabalho e lealdade cristãos, e que é um autentico
poder espiritual.
“pois limite de pedra não pode conter ao amor,
E o que o amor pode fazer, isso ousa tentar.” (Romeu e Julieta,
Shakespeare).
“As muitas águas não poderia apagar o amor, nem os rios afogá-los...” (Cantares
8.7)
“O amor concede em um momento
O que o labor dificilmente obtêm em um século. ”(Torquanto Tasso,
Goethe)
b)
Os estóicos definem o amor como a tentativa de estabelecer uma
amizade inspirada pela beleza. (Cicero).
c)
O divorcio produzido pelo amor que enfraquece, finalmente leva
uma comunidade cristã á condição morna e sem interesse espiritual que
caracterizava a igreja de Laldiceia. Isso termina em total apostasia. Quão importante,
pois, é a devoção a Cristo, inspirada pelo ministério do Espírito Santo em
nossas vidas. Jesus garantiu que nos últimos dias o amor de muitos se esfriaria
(Mt 24.12).
d)
Temos aqui o clamor lamentável do noivo, a relembrar os
primeiros dias do amor de sua noiva, a gentileza de sua juventude, o amor de
seus esposórios...
IV.
ADVERTÊNCIA
“Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e
pratica as primeiras obras...”Vs.5
...lembra-te...
a)
Exortação à memória piedosa acerca dos dias anteriores , quanto
a devoção intensa a Cristo era a força motivadora de uma vida piedosa e de um
imenso serviço. Notemos a progresso: relembrar-se, arrepender-se, e praticar,
os elos dourados da restauração e do progresso de igreja.
b)
A verdadeira piedade põe em ação todas as nossas faculdades. Um
dos poderes humanos consiste de olharmos para trás, revivendo os acontecimentos
e curso da nossa vida, através da memória. E essa capacidade é a primeira coisa
que precisa ser posta em ação, para curar a decadência da vida e do fervor
religiosos. As pessoas precisam pensar em seu passado, comparando aquilo que
seja posto lado a lado com o presente.
“a percepção de que tem havido declínio, a admissão
de que tem havido um lapso, é o primeiro passo de volta ao estado original” (João
Bunyan, Graça Abundante).
“... de onde caístes...” consideremos estes pontos:
a)
Aqueles crentes tinham caído de sua primeira ardente devoção a
Cristo.
b)
Tinham caído de maiores elevações espirituais.
c)
Tinham caído do serviço motivado pelo principio do amor.
d)
Tinham caído apesar de sua ortodoxia.
e)
Tinha caído a despeito de continuarem a defender a verdade.
f)
Tinham caído apesar de seus labores prodigiosos.
g)
Tinham caído apesar de sua lealdade as perseguições.
Percebe-se, através de tais fatos, quão grandes coisas o Senhor espera
de nós, e quão profunda pode ser a nossa espiritualidade, embora, ainda assim,
possamos ser descritos como quem caiu.
“... arrepende-te...”
a) O termo grego matanoeo, mudança de mente.
A natureza do arrependimento
a)
Nas paginas do NT., ele se adquire muito mais o sentido de
mudança de alma , o que se evidencia por meio de atitudes e ações novas.
b)
O arrependimento reconhece a natureza prejudicial do pecado, e
se rebela contra o mesmo. A alma passa a odiar o pecado, embora não possa
livrar-se totalmente dele, senão por ocasião da parousia.
c)
O arrependimento é concedido por Deus (At 11.18); torna-se
realidade por operação do Espírito (Zc 12.10), e veio a lume através da missão
de Cristo (Mt 9.13)
d)
É uma reação humana, pois os homens são convocados a se arrependerem
(At 17.30)
e)
O arrependimento nos leva a vida eterna, pois a convocação resulta
na santificação, e a santificação resulta na glorificação e na salvação final
(IITes 2.13).
f)
O arrependimento não consiste de mera tristeza, mas o verdadeiro
arrependimento consiste da mudança de alma.
“... Pratica as primeiras obras...”
ü As primeiras obras não são novas e diferentes modalidades
de ações; antes são as mesmas obras, mas motivadas pelo amor original, de tal
maneira que até parecem novas obras
V.
SENTENÇA
“...
E se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro...”
a)
É um fato
histórico que o testemunho cristão, antes
tão poderoso em Éfeso, desapareceu. O candeeiro é a igreja e o
testemunho da igreja. A igreja crista foi removida de Éfeso, juntamente com ela
seu testemunho cristão. Éfeso foi à capital da igreja no mundo gentílico. Seu
candeeiro foi removido do seu lugar por séculos.
VI.
PROMESSA
AO VENCEDOR
“...
Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de
Deus...”
a)
A promessa leva-nos a voltar ao jardim do Éden, e assegura que
aquilo que foi espiritualmente perdido através do pecado , pode ser recuperado em Cristo, e de fato , e será
recuperado por todos os vencedores. A questão do comer é simbólico e aponta,
apontando para a obtenção da vida eterna e da nutrição espiritual, com
satisfação de toda a necessidade. Comparemos com o comer do pão da vida, em
João 6.48. Aquele se alimenta deste pão, assume a própria forma de vida e a
própria natureza do filho, porquanto seus efeitos alimentares são
transformadores. Isso, naturalmente, envolve muito mais que a restauração do
que se perdera no Édem. Obteremos certa forma da imortalidade, aquele tipo de
vida que possui o próprio Deus pai. Naturalmente, não há neste ponto qualquer
alusão a alguma árvore literal. Essa árvore simboliza a transmissão da vida eterna
aos homens (João 3.15). Nos capítulos 21 e 22 deste livro, é descrito o novo
paraíso. Portanto, neste ponto, nos é assegurado que, nesse novo paraíso, na
qualidade de cidadãos do mundo eterno e celestial, teremos uma imensa vida
espiritual, a própria vida independente e necessária, a vida que tem em si
mesma a origem da vida, que não pode deixar de existir (João 5.25).
b)
Portanto, se Adão tornou-se um ser mortal, embora, antes do
pecado fosse um imortal de baixa categoria, em Cristo, tornamo-nos imortais da
mais elevada categoria, participantes da própria vida de Deus pai; assim sendo,
seremos mais altos do que os próprios anjos, tal como o filho de Deus é muito
mais elevado do que eles, os quais são referidos apenas como fumaça ou chamas,
em comparação com Cristo (Hebreus 1.7; 1João 3.2).
Aqueles que evitassem as libertinagens dos Nicolaídas, eventualmente
ficariam plenamente satisfeitos com a abundância da árvore da vida. Foi o
madeiro da árvore da cruz que possibilitou a realidade da árvore da vida (Colossenses
1.20).
Referencias: R.N.Champlin-Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.



Nenhum comentário:
Postar um comentário