“Quem comete pecado é do
Diabo, porque o Diabo peca desde o princípio. Para destruir as obras do Diabo é
que o Filho de Deus se manifestou. Quem é nascido de Deus, não comete pecado,
porque a semente de Deus permanece nele; e ele não pode pecar, porque é nascido
de Deus.” João 3. 8,9
O texto bíblico parece afirmar que a natureza
pecaminosa é erradicada do individuo regenerado. Porem, esse mesmo texto
contradiz com João 1.8 que diz: “Se dissermos que não temos pecado nenhum,
enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.” Se basearmos em João
1.8 e João 3.8 podemos concluir que, ainda, somos do diabo porque cometemos
pecado conforme João 1.10a : “Se dissermos que não temos cometido pecado”. Qual
será realmente o sentido desse texto? Será que pertencemos ao Diabo?
1.
Qual o verdadeiro sentido
de “Quem comete pecado...”
Num
aspecto a tradução falha e não esclarece uma característica muito importante de
hamartanein ("pecar")
depois de ou dynatai ("não ser capaz"): o infinitivo presente em grego implica
ação contínua, repetitiva. Por essa razão, alguns dos tradutores mais recentes
expõem e salientam a verdadeira ênfase do termo, traduzindo a expressão assim:
"não pode continuar pecando" (NVI). A NASB tira a inferência do
infinitivo presente hamartanein que o verbo anterior poiei (presente do indicativo) em "não comete pecado."(KIV)
implica "ninguém que é nascido de Deus pratica
o pecado." É necessário estudar com muito cuidado o sentido
real do verbo, visto que o mais experiente dos cristãos pode sucumbir à
tentação e praticar pecados de vários tipos (até mesmo os mais hediondos,
considerados crimes pelas leis humanas).
2.
A marca e a meta do
cristão.
O
que caracteriza um verdadeiro filho de Deus é o compromisso de fidelidade feito
no coração, aceitando a santa vontade e padrão de Deus; o que caracteriza o filho
deste mundo (cujo pai espiritual é realmente Satanás, de acordo com João 8.44) é
o compromisso pela autopromoção, autodeificação e as transgressões de todo tipo.
Esse princípio tinha que ser enfatizado pelo apóstolo em sua carta, visto que
os hereges antinomianos (os quais ensinavam que a vida pecaminosa era
permissível ao crente, porque a "graça cobre todas as coisas")
confundiam as pessoas de sua igreja. Essas estavam perdendo o poder da vida
santificada, como fruto de uma fé viva e real. João nos traz à memória que o
verdadeiro crente tem compromisso com uma vida cujo padrão é Cristo, e sendo
portador da semente de Cristo (isto é, o Espírito Santo) praticará a justiça constantemente.
Só os incrédulos e os falsos crentes praticam a vida de pecado, caracterizada
pela autopromoção e busca de interesses egoístas. Se um porco e
um cordeiro caírem num lamaçal, o porco vai querer ficar lá; mas o cordeiro
fará de tudo para sair. Tanto o incrédulo como o crente podem cair no
mesmo pecado, mas o crente não pode permanecer nele, sentindo-se
confortável
Conclusão:
A grafura nos mostra
um cidadão o qual denominamos de cristão e sua pedra a qual denominamos depecado.
Podemos perceber a sua luta para seguir adiante. Assim também acontece com
todos aqueles que, apesar de serem salvos, vivem com a natureza pecaminosa em
sua vida. O pecado tem sido em nossas vidas como uma pedra muito pesada que tem
exigido de nós muita energia e força. Porém , quando jesus voltar para nos
buscar deixaremos essa pedra para trás e assim como ele é nós seremos e o
veremos. “Amados,
agora somos filhos de Deus, e não está ainda manifesto o que havemos de ser.
Sabemos que, se ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque o veremos
como ele é. João 3. 2”
Um comentário:
Nussa muito bom!!! A sua palavra lucas!!
Deus te abençoe meu irmão prof. rssrs
A paz do Senhor.
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