domingo, 9 de outubro de 2011

O ESTADO INTERMEDIÁRIO



 O estado intermediário diz respeito à condição dos homens imediatamente após a morte física, e antes da ressurreição. Todos acreditam em um estado intermediário. Visto que a morte nunca é apresentada como uma condição de inconsciência, as almas e os espíritos de todos os homens, por causa deles permanecem cônscios, estão sujeitos a ambos: local e condição. Porem, nem todos os cristãos concordam quanto à condição dos mortos durante este intervalo. Todos reconhecem que ele é diferente da condição daqueles que vivem na terra, e alguns crêem que ele é bem diferente do que será após a ressurreição. O problema com respeito a essa doutrina, então é a natureza da existência dos justos e dos ímpios antes da ressurreição. É incrível, mas muitos religiosos confessam não crer que haja existência consciente entre a morte e a ressurreição. Afirmam que “essa crença é de origem pagã”. Esta é, por exemplo, a opinião dos adventistas do sétimo dia. Mas, se examinarmos as Escrituras Sagradas sem idéias preconcebidas, facilmente enxergaremos que Jesus Cristo e os apóstolos pregaram a existência de vida consciente no além-túmulo. São diversas, as referências bíblicas que poderíamos citar para provar a ortodoxia do que acabamos de afirmar. Todavia, fiquemos por enquanto só com as que estão relacionadas a seguir.

As escrituras ensinam sobre a continua existência pessoal e consciente de ambos naquele período imediatamente após a morte e a dissolução do corpo físico. Com respeito ao corpo, podemos dizer que os justos receberão seus corpos ao ressoar da ultima trombeta (1Co 15. 52), o que  acontecera com  o segundo  advento de Jesus Cristo(1 TS 4. 16-18; Ap 20. 4,5).

COMO SERÁ A EXISTÊNCIA NO ESTADO INTERMEDIÁRIO?
Os justos mortos: embora sem os seus corpos, o estado intermediário para os justos é um estado de alegria e exaltação conscientes porque foram feitos perfeito em santidade, estão livres do pecado e do sofrimento, e passaram para a presença do senhor em gloria. Seus corpos que são do senhor jazem ou dormem em suas sepulturas  até o dia da ressurreição. O apostolo Paulo ensinou que os crentes tinham plena confiança e desejava deixar este corpo e habitar com o Senhor(2Co 5. 8). De acordo com as escrituras, o destino eterno do homem é  estabelecido em sua morte. Após a morte não é possível passar de um estado de existência para  outro, a parábola do rico e do Lazaro deixa isto muito claro(Lc 16. 25, 26; Hb 9. 27). É, portanto, coerente com as escrituras crê que os justos, cuja salvação foi realizada por cristo através da oferta de si mesmo de uma vez por todas, sejam, na morte, imediatamente transformados da imperfeição à santidade perfeita. Era este estado que Paulo tina em mente quando disse: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”  (Fp 1. 23) se a morte tivesse lhe dado a perspectiva de inconsciência ou inatividade com certeza teria preferido ficar e continuar seu trabalho na terra.
Os ímpios mortos: com relação aqueles que morrem no pecado e na incredulidade, as escrituras ensinam que eles estão em um estado definitivamente fixo e consciente de seu sofrimento e castigo, embora este castigo seja apenas refresco do tormento eterno, que é a segunda morte. Este castigo  no estado intermediário é mencionado no vocábulo do NT como HADES este é o equivalente ao  SHEOL do AT,  alude ao estado da morte, ou separação entre a alma e o corpo.
O hades  antes da ascensão de Cristo(O  Dr. C. I. Scofild escreve). As passagens nas quais ocorrem deixa muito claro  que o hades era composto anteriormente de duas divisões: as moradas dos justos e dos perdidos respectivamente. A dos justos era chamada  “paraíso e seio de Abraão.”essas denominações são talmúdicas, mas adotadas por Cristo em Lucas 16. 22 e 23. 43. Os mortos benditos estavam com Abraão, eram conscientes e confortados ( Lc 16. 25). Os perdidos eram separados dos salvos por um grande abismo Lucas 16. 26. No hades as pessoas estão conscientes e em grandes tormentos Lucas 16. 19- 31. No julgamento do trono branco serão tirados do hades, julgados e passarão para o lago de fogo (Ap 20. 13, 14). Com a morte e ressurreição de Cristo uma mudança aconteceu ao paraíso. Paulo “ foi levado ao terceiro céu… ao paraíso” ( 1 Co 12. 1-4). O paraíso é agora a presença imediata  de Deus. É crido que  Efésios 4. 8-10 indica o tempo dessa mudança. “subindo ao alto levou cativo o cativeiro. ” é imediatamente acrescentado que ele anteriormente descido às partes mais baixas da terra, i.e., à divisão do hades chamada de paraíso. 
QUATRO ERROS COMUNS
As escrituras refutam  quatro erros com respeito ao estado da alma depois da morte:
1.       A doutrina  de que as almas tanto dos justos como dos ímpios dormem entre a morte e a ressurreição. Esta opinião tem sido defendida por pequenas seitas desde os primeiros dias da historia da Igreja. Freqüentemente a bíblia fala da morte como um sono (Mt 9. 24; At 7. 60; 1 Co 15. 51; Ts 4. 13), e que há certas passagens que posa parecer ensinar que aqueles que estão inconscientes (Sl 6. 5; 30. 9; Is 38. 18 , 19), porem as escrituras nunca fala da alma ou da pessoa  entrando em um estado de  sono, mas apenas do corpo, a palavra sono é um termo suavizado para a morte . Sono porque há uma grande semelhança entre um copo dormindo e um corpo morto. As passagens das quais se pensa indicarem que os mortos estão inconscientes, na verdade não fazem nada além de enfatizar o fato de que os mortos não são mais capazes de participar das atividades do mundo dos homens.
2.       A doutrina  que diz que o estado intermediário é um estado de provação adicional. Esta teoria ensina que a salvação através de Cristo ainda é possível no estado intermediário para certas classes de pessoas, e talvez para todas. Alguns ensinam que este é o período em que a salvação será oferecida a todas as crianças que morreram na infância, (para mais detalhes vê SALVAÇÃO DAS CRIANCINHAS?),e aos pagãos não evangelizados. Para apoiar esta teoria é usado o texto de 1 Pedro 3. 19 (para mais detalhes sobre a pregação de cristo no hades VÊ EXISTE UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE PARA OS QUE MORREM SEM CRISTO?). o estado dos mortos sejam crentes ou não crente esta fixo e decidido quando morrem(Lc 16. 19-31; Jo 8. 21, 24 2Pe2. 4,9; Jd 7-13). As escrituras nunca representam o destino eterno da alma como determinado por aquilo que é feito no estado intermediário(Mt 7. 22,23; Lc 12. 47,48; Gl 6. 7,8; 2 Ts 1. 8; Hb 9. 27).
3.       A doutrina ensinada pela igreja católica romana, que as almas que morrem em paz com a igreja, mas não perfeitamente puras na morte devem passar por um período de purificação  antes que entre na perfeita e ilimitada alegria do céu. Esta purificação é realizada no purgatório, onde todas as almas passam por sofrimentos com propósitos de expiação e purificação. Neste ensinamento absurdo não há limites de tempo para a saída do purgatório, uma vez que a extensão de seu sofrimento é determinada por sua culpa e impureza, quanto mais impuras e pecadora for a alma mais tempo permanecera no purgatório. Estas almas podem receber ajuda, isto é , as orações dos santos  que estejam vivos, e especialmente pelo sacrifício da missa oferecida em favor delas. Não há nenhuma base bíblica para tal doutrina, esta doutrina destrói os mais claros ensinos expressos no NT. A “salvação do pecador nãos se baseia em suas obras e méritos, mas inteiramente no sacrifício de Cristo,” Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. ”Ef 2. 8,9.
4.        A doutrina do aniquilialismo. De acordo com este ensino não há nenhum existência consciente para os ímpios após a morte.  Para aqueles que ensinam tal doutrina, o castigo dos ímpios  é de não existirem mais. Para eles a imortalidade da alma é um dom de Deus dado somente aos que crêem; então a alma que não crê simplesmente deixa de existir. As escrituras falam da existência tanto de justos como de injustos. (Ec 12. 7; Mt 25. 46; Rm 2. 8- 10; Ap 14 11; 20. 10, 12-15)
Que Diz a Bíblia?
 II Coríntios 5.1-8
 “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não ao feita por mãos, eterna, nos Céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do Céu, se é que, estando vestidos, não formos achados nus. Porque na verdade nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito Santo. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista); temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor” (Versão Revisada).
        No versículo l, o apóstolo Paulo chama o nosso corpo de “casa terrestre deste tabernáculo” e assegura que se ele se desfizer, receberemos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos (isto é, não desta criação, ou seja, não feita pelo homem), diz que este edifício é uma casa eterna e ainda dá o seu endereço: ela está nos Céus. Ora, quando é que a “casa terrestre deste tabernáculo” se desfaz? Porventura não é quando se morre? Paulo não está aqui se referindo ao arrebatamento da Igreja, pois no arrebatamento os nossos corpos não serão destruídos, pois subiremos ao Céu em corpo, alma e espírito. Os corpos dos cristãos que estiverem vivos, quando do arrebatamento da Igreja, não serão destruídos, mas, sim, transformados (1Ts 4.13-17; 1Co. 15.51-52). Sem dúvida alguma, o apóstolo Paulo estava se referindo à morte, quando escreveu ensinando acerca das conseqüências da destruição da “casa terrestre deste tabernáculo”.
        Nos versículos 2-5, o apóstolo confessa que nós gememos, desejando muito ser revestido da nossa habitação que é do Céu, e acrescenta que foi Deus, o qual nos deu o penhor do Espírito Santo, quem nos preparou para isto.
        No versículo 6, ele diz que enquanto estamos presentes no corpo estamos ausentes do Senhor; daí podermos deduzir que quando não estivermos presentes no corpo, estaremos na presença do Senhor. Perguntamos: Que é estar presente no corpo? Não é estar vivo? Se sim, quando estivermos ausentes do corpo, ou seja, quando morrermos, estaremos presentes com o Senhor. Isto é óbvio, porque, “se enquanto presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor”, necessariamente, quando não estivermos presentes no corpo, estaremos presentes com o Senhor. Claro como a luz do dia.
        No versículo 7, Paulo abre parênteses para explicar o porquê dele haver dito que enquanto estamos presentes no corpo estamos ausentes do Senhor. O porquê disso é: “Andamos por fé e não por vista”. Ora, do fato do apóstolo afirmar que enquanto estivermos presentes no corpo, isto é, enquanto não morrermos, como já vimos, estamos ausentes do Senhor, se subentende que, quando estivermos ausentes do corpo, estaremos presentes com o Senhor. E o fato dele haver dito entre parênteses que o motivo pelo qual ele disse que enquanto estamos no corpo estamos ausentes do Senhor é “porque andamos por fé e não por vista” revela que, quando estivermos ausentes do corpo, deixaremos de andar por fé e passaremos a andar por vista, ou seja, então veremos as coisas nas quais agora apenas cremos. Isto fala duma existência consciente, e que os mortos estão com suas faculdades mentais em perfeito funcionamento; sim, o apóstolo não poderia dizer que quando um cristão morre deixa de andar por fé e passa a andar por vista, se o nosso verdadeiro “eu” não sobrevivesse à morte do corpo.
        Finalmente chegamos ao versículo 8, onde Paulo diz sem rodeios que desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor. Ora, o que é “estar ausente deste corpo” ou “deixar este corpo”, como o diz o ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA, “para estar presentes com o Senhor”? Já vimos, enquanto estudávamos juntos o versículo 1, que quando do arrebatamento da Igreja, não deixaremos os nossos corpos; logo, o apóstolo estava se referindo à morte, quando diz que desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor. É possível raciocinar e chegar a uma conclusão contrária?

II Coríntios 12. 2-8.


        “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei: Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro Céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir. Desse tal me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. Pois, se quiser gloriar-me, não serei insensato, porque direi a verdade; mas abstenho-me, para que ninguém pense de mim além daquilo que em mim vê ou de mim ouve.
        E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exaltasse demais, acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim” (Versão Revisada).
        Esta referência (II Co. 12.2-8) é mais que suficiente para provar por si só que o homem possui um espírito e que este pode viver dentro ou fora do corpo. Assim sendo, fica claro que o homem sobrevive á morte do corpo, pois ele (o espírito) não depende do corpo para existir conscientemente. O que nos leva a fazer esta afirmação é o fato do apóstolo Paulo dizer que ele havia sido arrebatado ao Paraíso, mas que ignorava se esse arrebatamento havia sido no corpo, ou se fora dele. Ora, o que é ser arrebatado no corpo? E o que é ser arrebatado fora do corpo? Ser arrebatado no corpo significa ter experiências iguais às que tiveram Enoque (Gn. 5.24; Hb. 11.5), Elias (II Rs. 2.1,11), Jesus (At. 1.9) e Filipe (At. 8.39,40). E ser arrebatado fora do corpo é ser arrebatado em espírito e significa ter experiências similares às que tiveram Ezequiel (Ez. 8.3) e João (Ap. 1.10). Sendo assim, o espírito humano pode sair do corpo, ir a um determinado lugar, retornar ao corpo e ainda conservar lembranças do lugar visitado. Alguém talvez objete, alegando que o arrebatamento no corpo pode ser apenas um estado de êxtase, que permite ao arrebatado ter a impressão de que subiu ao Céu quando, na verdade, não saiu do planeta Terra. Esta objeção é correta, pois realmente existe o arrebatamento de sentido” (At. 10.10 ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA). Mas, no que diz respeito ao arrebatamento fora do corpo, sem dúvida se refere ao ato do espírito sair do corpo e voar ao lugar determinado por Deus. Então, embora possamos admitir que ser arrebatado no corpo não seja, necessariamente, ter experiência similar às que tiveram Enoque, Elias, Jesus e Filipe, ser arrebatado fora do corpo implica em que o espírito se separe do corpo. E isto prova que o homem tem o seu lado espiritual, que este constitui o nosso verdadeiro “EU”; e que pode existir conscientemente à parte do corpo, não dependendo deste para viver e que, portanto, sobrevive à morte.
        Certo testemunha de Jeová disse-nos que “é errado pregarmos a imortalidade do espírito à luz de II Co. 12.2-8 porque, nesta passagem bíblica, o apóstolo Paulo não diz que ele foi arrebatado ao Paraíso fora do corpo. O que Paulo diz aí”, disse-nos,  “é que ele não sabia se tal arrebatamento havia sido ou não fora do corpo. Ora, se Paulo não sabia se o referido arrebatamento se deu no ou fora do corpo, como dizermos que este texto prova que é possível ser arrebatado fora do corpo?” Mas lhe respondemos que nisto está a maravilha. Se o apóstolo não sabia se tal arrebatamento se deu no ou fora do corpo é porque ele admitia ambas as possibilidades; se ele admitia ambas as possibilidades, então é possível ser arrebatado fora do corpo; e se é possível ser arrebatado fora do corpo, só nos resta sabermos o que é isso. E o que é isso, senão o desprender-se o espírito do corpo e voar?

  Lucas 23.43

        “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.
        Este versículo é a resposta de Jesus ao ladrão penitente que suplicava e implorava a Sua misericórdia. Esta passagem bíblica deveria ser mais que suficiente para dirimir as dúvidas de um inquiridor sincero, quanto à existência de vida consciente no período intermediário, ou seja, entre a morte e a ressurreição. Mas os adventistas do sétimo dia e os testemunhas de Jeová questionam esta tradução, alegando que este versículo está mal traduzido. Segundo eles, a tradução correta é: “... Deveras eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso”. Com esse “argumento” querem provar que Jesus não disse que o ladrão arrependido estaria consigo naquele mesmo dia no Paraíso, e sim, que Ele (Jesus) disse ao salteador que este estará consigo um dia no Paraíso, e informou-lhe na hora em que estava a prometer-lhe o Paraíso que esta promessa lhe estava sendo feita naquele dia. Medite, porém, o leitor e responda para si mesmo: Havia necessidade de Jesus informar àquele ex-bandido que era naquele dia que Ele lhe prometia o Paraíso? Não encontramos nada similar nas demais frases montadas por Jesus. Esta forma de expressar-se não caracterizava o Senhor Jesus Cristo. Se a tradução correta não fosse como se acha exarada nas versões clássicas, mas como querem os adventistas e os jeovistas, a palavra “hoje” ali contida seria supérflua. É digno de nota o fato de que Jesus não compôs nenhuma sentença similar à que os adventistas e os jeovistas dizem que Ele formou. Por exemplo, não disse Ele a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo hoje: Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (queira ver Jo 3.3). Não é curioso o fato de Jesus não ter usado uma única vez a dição que dizem que ele usou em Lc 23.43?!
        Esse argumento, cujo objetivo é defender uma doutrina fabricada pelos homens, se fundamenta em duas bases não sólidas:
1a.) A pontuação é um recurso gramatical relativamente moderno, não constando, portanto, nos manuscritos antigos. Por esta razão, os russelitas (testemunhas de Jeová) e os adventistas se vêem no direito de correr com a pontuação a seu bel-prazer;
2a.) Dizem que, segundo o contexto bíblico, não há vida consciente entre a morte e a ressurreição.
        A primeira base seria sólida gramaticalmente, mas a segunda é um disparate teológico, pois, como já vimos e continuaremos a ver, a EXTINÇÃO e o SONO DA ALMA, pregados respectivamente pelos testemunhas de Jeová e pelos adventistas não resistem a um confronto com as Escrituras Sagradas.

 O Adventismo Recita Seus Textos Prediletos

 

II Timóteo 4.8

“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”.
    Adventistas alegam que a crença de que os mortos salvos estão no Paraíso colide com 2Tm. 4.8, pois que este versículo diz que o apóstolo Paulo não acreditava que receberia a coroa imediatamente após a morte e, sim, “naquele dia”. Mas os adventistas precisam saber que os mortos salvos estão no Paraíso sem as coroas, porque estas serão distribuídas no dia do arrebatamento da Igreja (1Co 3.12-15; 2Co. 5.10;).
  

I Coríntios 15.18

  
        “Logo, também os que dormiram em Cristo estão perdidos”.
        Este versículo é, na opinião dos adventistas, mais uma prova de que os mortos não estão cônscios. Alegam que “se os mortos salvos estão felizes com Cristo no Paraíso, o fato de seus corpos não serem ressuscitados não representaria nenhuma perdição”. Mas o que o apóstolo Paulo está dizendo é que se Cristo não tivesse ressuscitado, Ele não seria o que Ele disse ser: o CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO, O IMPECÁVEL, O CAMINHO PARA DEUS e, sim, mais um embusteiro; e, deste modo, o Cristianismo fundado por Ele seria uma seita falsa, e perdido estaria quem tivesse morrido como seu adepto (Rm. 4.25; I Co. 15.12-58). Claro, se Cristo não tivesse ressuscitado, estaria subentendido que Seu Sacrifício não teria sido aceito por Deus.

Entendendo Eclesiastes 3.18-19


        “Disse eu no meu coração: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmo como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade”.
        Caro leitor, se um adventista lhe apresentar estes versículos com a finalidade de “provar” que a alma não sobrevive à morte do corpo, diga-lhe que Salomão não está dizendo que assim é, mas, sim, dizendo que ele um dia havia pensado essa bobagem. Chame a sua atenção para o fato de que as primeiras palavras dos versículos acima copiados são: “Disse eu no meu coração”, e que a interpretação é: “Eu pensei”. Ora, quem diz “eu pensei” certamente não pensa mais.
        Cremos ter deixado claro que quando a Bíblia diz que os mortos dormem no pó da terra (Dn. 12.2), está dizendo tão-somente que o corpo (e não a alma) dorme. O corpo dorme porque está inconsciente e destinado à ressurreição.
        Quanto a Ez. 18.4, que diz que “a alma que pecar, essa morrerá”, é bom lembrar que neste versículo a palavra alma significa pessoa. A palavra alma aparece na Bíblia com vários significados. Além disso, todo aquele que ainda não aceitou a Jesus como seu Salvador é uma alma morta, espiritualmente; porém, no versículo em apreço (Ez. 18.4), Deus estava apenas mandando apedrejar os que pecassem.
        Há outros textos correlatos a serem considerados, mas paremos por aqui e oremos pelos adventistas. Nossas orações falarão mais alto

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... A BÍBLIA É O FENÔMENO EXPLICÁVEL APENAS DE UM MODO – ELA É A PALAVRA DE DEUS...

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O fato de que Deus nos deu a Bíblia é evidencia e exemplo de seu amor por nos, nos ensinando a manter um relacionamento correto com Deus, mas como podemos ter evidencias de que a Bíblia é mesmo a palavra infalível de Deus e não simplesmente um bom livro? O que é único na Bíblia que a separa dos demais livros escritos até hoje? A Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus, divinamente inspirada, e totalmente suficiente para todas as questões de fé e prática. Não pode haver duvidas sobre a veracidade bíblica. Ela não é um livro que um homem escreveria se pudesse, ou que poderia escrever se quisesse.

QUE TEMPO CURTO!

QUE  TEMPO CURTO!
Se for ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7b). Quase todos nós já passamos pela experiência de ver um professor da Escola Dominical ser surpreendido pelo soar do sinal anunciando o término da aula. Muitos são os professores e alunos que vivem se queixando do pouco tempo reservado para o estudo em classe. Alguns professores chegam dizer, frustrados, que a aula terminou exatamente quando começava a tratar da melhor parte do seu conteúdo. A questão não é falta de tempo e sim de planejamento. Quando não há planejamento da aula, não importa o tempo a ela reservado, tudo sairá atabalhoadamente dando a impressão de que está faltando algo. Quando existe planejamento, mesmo que o tempo seja curto, haverá produtividade e satisfação na aula dada. O problema não é o tempo, reafirmo, mas o planejamento. O planejamento de uma aula para a Escola Dominical deve levar em consideração vários fatores.

Alguém precisa fazer algo!

Alguém precisa fazer algo!
JANELA 10/40 é uma faixa da terra que se estende do Oeste da África, passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do equador, subindo forma um retângulo entre os graus 10 e 40. A esse retângulo denomina-se JANELA 10/40.Calcula-se que até hoje menos da metade da população mundial com as suas etnias e línguas tenham sido confrontadas com o evangelho. A outra parte, com sua maioria absoluta na Janela 10/40, representa uma grande multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas que ainda são objetos dos empreendimentos missionários do povo de Deus.

DICAS PARA UMA LEITURA PROVEITOSA.

DICAS PARA UMA LEITURA PROVEITOSA.
. Então, aí vai dez dicas para ler sem esquecer, a primeira vista, muitas podem parecer óbvias. Mas não as subestime. Não é sempre que a gente enxerga o óbvio. 1- Não leia cansado nem ansioso. Se for o caso, faça exercícios de respiração antes de começar a leitura. O estresse é o inimigo número um da concentração e, em consequência, da memorização. 2- Tenha vontade de aprender o que será lido. 3- Se não tiver vontade de antemão, procure criar interesse pelo assunto. A curiosidade é a mola da humanidade. 4- Sublinhe as palavras mais importantes e as frases que expressem melhor a idéia central. 5- Analise as informações e crie relação entre elas, seja nas linhas de cima ou com tudo o que você aprendeu na vida, trazendo-as para o seu mundo. A associação de idéias é fundamental. 6- Leve sempre em conta coisas como: 1- Grau de dificuldade do texto (ler um gibi não é o mesmo que ler sobre filosofia). 2- Objetivo (Só querer agradar alguém, e mais nada, não é o melhor caminho para gravar uma informação. 3- Necessidade (querer ler é bem diferente de depender disso). 7- Faça perguntas ao texto e busque respostas nele. 8- Repita sempre, desde ler de novo até contar para laguém o que você leu. 9- Faça uma síntese mental. Organizar bem as idéias já é meio caminho andado. 10- A memória prefere imagens a palavras ou sons. Por isso, tente criar uma história com aquilo que está lendo, com cenas coloridas e movimentadas. Sammy Pulver comentou muito bem a sensação de quem descobriu e está experimentando os prazeres de uma boa leitura: Na vida nos ensinam a amar, a sorrir, a andar, a lutar, mas quando abrimos um livro, descobrimos que também podemos voar.