O estado
intermediário diz respeito à condição dos homens imediatamente após a morte
física, e antes da ressurreição. Todos acreditam em um estado intermediário. Visto
que a morte nunca é apresentada como uma condição de inconsciência, as almas e
os espíritos de todos os homens, por causa deles permanecem cônscios, estão
sujeitos a ambos: local e condição. Porem, nem todos os cristãos concordam
quanto à condição dos mortos durante este intervalo. Todos reconhecem que ele é
diferente da condição daqueles que vivem na terra, e alguns crêem que ele é bem
diferente do que será após a ressurreição. O problema com respeito a essa
doutrina, então é a natureza da existência dos justos e dos ímpios antes da
ressurreição. É incrível, mas muitos religiosos confessam não crer que haja
existência consciente entre a morte e a ressurreição. Afirmam que “essa crença
é de origem pagã”. Esta é, por exemplo, a opinião dos adventistas do sétimo dia.
Mas, se examinarmos as Escrituras Sagradas sem idéias preconcebidas, facilmente
enxergaremos que Jesus Cristo e os apóstolos pregaram a existência de vida
consciente no além-túmulo. São diversas, as referências bíblicas que poderíamos
citar para provar a ortodoxia do que acabamos de afirmar. Todavia, fiquemos por
enquanto só com as que estão relacionadas a seguir.
As escrituras ensinam sobre a continua existência pessoal e
consciente de ambos naquele período imediatamente após a morte e a dissolução
do corpo físico. Com respeito ao corpo, podemos dizer que os justos receberão
seus corpos ao ressoar da ultima trombeta (1Co 15. 52), o que acontecera com o segundo
advento de Jesus Cristo(1 TS 4. 16-18; Ap 20. 4,5).
COMO SERÁ A EXISTÊNCIA NO ESTADO INTERMEDIÁRIO?
Os justos mortos: embora
sem os seus corpos, o estado intermediário para os justos é um estado de
alegria e exaltação conscientes porque foram feitos perfeito em santidade,
estão livres do pecado e do sofrimento, e passaram para a presença do senhor em
gloria. Seus corpos que são do senhor jazem ou dormem em suas sepulturas até o dia da ressurreição. O apostolo Paulo
ensinou que os crentes tinham plena confiança e desejava deixar este corpo e habitar
com o Senhor(2Co 5. 8). De acordo com as escrituras, o destino eterno do homem
é estabelecido em sua morte. Após a
morte não é possível passar de um estado de existência para outro, a parábola do rico e do Lazaro deixa
isto muito claro(Lc 16. 25, 26; Hb 9. 27). É, portanto, coerente com as
escrituras crê que os justos, cuja salvação foi realizada por cristo através da
oferta de si mesmo de uma vez por todas, sejam, na morte, imediatamente transformados
da imperfeição à santidade perfeita. Era este estado que Paulo tina em mente
quando disse: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e
estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1. 23) se a morte tivesse lhe dado a perspectiva
de inconsciência ou inatividade com certeza teria preferido ficar e continuar
seu trabalho na terra.
Os ímpios mortos:
com relação aqueles que morrem no pecado e na incredulidade, as escrituras
ensinam que eles estão em um estado definitivamente fixo e consciente de seu
sofrimento e castigo, embora este castigo seja apenas refresco do tormento
eterno, que é a segunda morte. Este castigo
no estado intermediário é mencionado no vocábulo do NT como HADES este é
o equivalente ao SHEOL do AT, alude ao estado da morte, ou separação entre
a alma e o corpo.
O
hades antes da ascensão de Cristo(O Dr. C. I. Scofild escreve). As
passagens nas quais ocorrem deixa muito claro
que o hades era composto anteriormente de duas divisões: as moradas dos
justos e dos perdidos respectivamente. A dos justos era chamada “paraíso e seio de Abraão.”essas denominações
são talmúdicas, mas adotadas por Cristo em Lucas 16. 22 e 23. 43. Os mortos
benditos estavam com Abraão, eram conscientes e confortados ( Lc 16. 25). Os
perdidos eram separados dos salvos por um grande abismo Lucas 16. 26. No hades
as pessoas estão conscientes e em grandes tormentos Lucas 16. 19- 31. No
julgamento do trono branco serão tirados do hades, julgados e passarão para o
lago de fogo (Ap 20. 13, 14). Com a morte e ressurreição de Cristo uma mudança
aconteceu ao paraíso. Paulo “ foi levado ao terceiro céu… ao paraíso” ( 1 Co
12. 1-4). O paraíso é agora a presença imediata
de Deus. É crido que Efésios 4.
8-10 indica o tempo dessa mudança. “subindo ao alto levou cativo o cativeiro. ”
é imediatamente acrescentado que ele anteriormente descido às partes mais
baixas da terra, i.e., à divisão do hades chamada de paraíso.
QUATRO
ERROS COMUNS
As escrituras refutam quatro erros com respeito ao estado da alma
depois da morte:
1.
A doutrina de que as almas tanto dos justos como dos
ímpios dormem entre a morte e a ressurreição. Esta opinião tem sido defendida
por pequenas seitas desde os primeiros dias da historia da Igreja. Freqüentemente
a bíblia fala da morte como um sono (Mt 9. 24; At 7. 60; 1 Co 15. 51; Ts 4.
13), e que há certas passagens que posa parecer ensinar que aqueles que estão
inconscientes (Sl 6. 5; 30. 9; Is 38. 18 , 19), porem as escrituras nunca fala
da alma ou da pessoa entrando em um
estado de sono, mas apenas do corpo, a
palavra sono é um termo suavizado para a morte . Sono porque há uma grande
semelhança entre um copo dormindo e um corpo morto. As passagens das quais se
pensa indicarem que os mortos estão inconscientes, na verdade não fazem nada
além de enfatizar o fato de que os mortos não são mais capazes de participar
das atividades do mundo dos homens.
2.
A doutrina
que diz que o estado intermediário é um estado de provação adicional.
Esta teoria ensina que a salvação através de Cristo ainda é possível no estado
intermediário para certas classes de pessoas, e talvez para todas. Alguns
ensinam que este é o período em que a salvação será oferecida a todas as
crianças que morreram na infância, (para mais detalhes vê SALVAÇÃO DAS
CRIANCINHAS?),e aos pagãos não evangelizados. Para apoiar esta teoria é usado o
texto de 1 Pedro 3. 19 (para mais detalhes sobre a pregação de cristo no hades
VÊ EXISTE UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE PARA OS QUE MORREM SEM CRISTO?). o estado
dos mortos sejam crentes ou não crente esta fixo e decidido quando morrem(Lc
16. 19-31; Jo 8. 21, 24 2Pe2. 4,9; Jd 7-13). As escrituras nunca representam o
destino eterno da alma como determinado por aquilo que é feito no estado
intermediário(Mt 7. 22,23; Lc 12. 47,48; Gl 6. 7,8; 2 Ts 1. 8; Hb 9. 27).
3.
A doutrina ensinada pela igreja católica romana,
que as almas que morrem em paz com a igreja, mas não perfeitamente puras na
morte devem passar por um período de purificação antes que entre na perfeita e ilimitada
alegria do céu. Esta purificação é realizada no purgatório, onde todas as almas
passam por sofrimentos com propósitos de expiação e purificação. Neste
ensinamento absurdo não há limites de tempo para a saída do purgatório, uma vez
que a extensão de seu sofrimento é determinada por sua culpa e impureza, quanto
mais impuras e pecadora for a alma mais tempo permanecera no purgatório. Estas
almas podem receber ajuda, isto é , as orações dos santos que estejam vivos, e especialmente pelo
sacrifício da missa oferecida em favor delas. Não há nenhuma base bíblica para
tal doutrina, esta doutrina destrói os mais claros ensinos expressos no NT. A
“salvação do pecador nãos se baseia em suas obras e méritos, mas inteiramente
no sacrifício de Cristo,” Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto
não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. ”Ef
2. 8,9.
4.
A
doutrina do aniquilialismo. De acordo com este ensino não há nenhum existência consciente
para os ímpios após a morte. Para
aqueles que ensinam tal doutrina, o castigo dos ímpios é de não existirem mais. Para eles a
imortalidade da alma é um dom de Deus dado somente aos que crêem; então a alma
que não crê simplesmente deixa de existir. As escrituras falam da existência
tanto de justos como de injustos. (Ec 12. 7; Mt 25. 46; Rm 2. 8- 10; Ap 14 11;
20. 10, 12-15)
Que Diz a
Bíblia?
II Coríntios 5.1-8
“Porque sabemos que, se a nossa
casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma
casa não ao feita por mãos, eterna, nos Céus. Pois neste tabernáculo nós
gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do Céu, se é
que, estando vestidos, não formos achados nus. Porque na verdade nós, os que
estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos,
mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto
mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito Santo.
Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos presentes no
corpo, estamos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista);
temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos
presentes com o Senhor” (Versão Revisada).
No versículo l, o apóstolo Paulo chama o nosso corpo de “casa terrestre deste
tabernáculo” e assegura que se ele se desfizer, receberemos de Deus um
edifício, uma casa não feita por mãos (isto é, não desta criação, ou seja, não
feita pelo homem), diz que este edifício é uma casa eterna e ainda dá o seu
endereço: ela está nos Céus. Ora, quando é que a “casa terrestre deste
tabernáculo” se desfaz? Porventura não é quando se morre? Paulo não está aqui
se referindo ao arrebatamento da Igreja, pois no arrebatamento os nossos corpos
não serão destruídos, pois subiremos ao Céu em corpo, alma e espírito. Os
corpos dos cristãos que estiverem vivos, quando do arrebatamento da Igreja, não
serão destruídos, mas, sim, transformados (1Ts 4.13-17; 1Co. 15.51-52). Sem
dúvida alguma, o apóstolo Paulo estava se referindo à morte, quando escreveu
ensinando acerca das conseqüências da destruição da “casa terrestre deste
tabernáculo”.
Nos versículos 2-5, o apóstolo confessa que nós gememos, desejando muito ser
revestido da nossa habitação que é do Céu, e acrescenta que foi Deus, o qual
nos deu o penhor do Espírito Santo, quem nos preparou para isto.
No versículo 6, ele diz que enquanto estamos presentes no corpo estamos
ausentes do Senhor; daí podermos deduzir que quando não estivermos presentes no
corpo, estaremos na presença do Senhor. Perguntamos: Que é estar presente no
corpo? Não é estar vivo? Se sim, quando estivermos ausentes do corpo, ou seja,
quando morrermos, estaremos presentes com o Senhor. Isto é óbvio, porque, “se
enquanto presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor”, necessariamente,
quando não estivermos presentes no corpo, estaremos presentes com o Senhor.
Claro como a luz do dia.
No versículo 7, Paulo abre parênteses para explicar o porquê dele haver dito
que enquanto estamos presentes no corpo estamos ausentes do Senhor. O porquê
disso é: “Andamos por fé e não por vista”. Ora, do fato do apóstolo afirmar que
enquanto estivermos presentes no corpo, isto é, enquanto não morrermos, como já
vimos, estamos ausentes do Senhor, se subentende que, quando estivermos
ausentes do corpo, estaremos presentes com o Senhor. E o fato dele haver dito
entre parênteses que o motivo pelo qual ele disse que enquanto estamos no corpo
estamos ausentes do Senhor é “porque andamos por fé e não por vista” revela
que, quando estivermos ausentes do corpo, deixaremos de andar por fé e
passaremos a andar por vista, ou seja, então veremos as coisas nas quais agora
apenas cremos. Isto fala duma existência consciente, e que os mortos estão com
suas faculdades mentais em perfeito funcionamento; sim, o apóstolo não poderia
dizer que quando um cristão morre deixa de andar por fé e passa a andar por
vista, se o nosso verdadeiro “eu” não sobrevivesse à morte do corpo.
Finalmente chegamos ao versículo 8, onde Paulo diz sem rodeios que desejava
deixar o corpo para habitar com o Senhor. Ora, o que é “estar ausente deste
corpo” ou “deixar este corpo”, como o diz o ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA, “para
estar presentes com o Senhor”? Já vimos, enquanto estudávamos juntos o
versículo 1, que quando do arrebatamento da Igreja, não deixaremos os nossos
corpos; logo, o apóstolo estava se referindo à morte, quando diz que desejava
deixar o corpo para habitar com o Senhor. É possível raciocinar e chegar a uma
conclusão contrária?
II Coríntios 12.
2-8.
“Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora
do corpo não sei: Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro Céu. Sim, conheço
o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi
arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao
homem referir. Desse tal me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão
nas minhas fraquezas. Pois, se quiser gloriar-me, não serei insensato, porque
direi a verdade; mas abstenho-me, para que ninguém pense de mim além daquilo
que em mim vê ou de mim ouve.
E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado
um espinho na carne, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que
eu não me exaltasse demais, acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o
afastasse de mim”
(Versão Revisada).
Esta referência (II Co. 12.2-8) é mais que suficiente para provar por si só que
o homem possui um espírito e que este pode viver dentro ou fora do corpo. Assim
sendo, fica claro que o homem sobrevive á morte do corpo, pois ele (o espírito)
não depende do corpo para existir conscientemente. O que nos leva a fazer esta
afirmação é o fato do apóstolo Paulo dizer que ele havia sido arrebatado ao
Paraíso, mas que ignorava se esse arrebatamento havia sido no corpo, ou se fora
dele. Ora, o que é ser arrebatado no corpo? E o que é ser arrebatado fora do
corpo? Ser arrebatado no corpo significa ter experiências iguais às que tiveram
Enoque (Gn. 5.24; Hb. 11.5), Elias (II Rs. 2.1,11), Jesus (At. 1.9) e Filipe
(At. 8.39,40). E ser arrebatado fora do corpo é ser arrebatado em espírito e
significa ter experiências similares às que tiveram Ezequiel (Ez. 8.3) e João
(Ap. 1.10). Sendo assim, o espírito humano pode sair do corpo, ir a um
determinado lugar, retornar ao corpo e ainda conservar lembranças do lugar
visitado. Alguém talvez objete, alegando que o arrebatamento no corpo pode ser
apenas um estado de êxtase, que permite ao arrebatado ter a impressão de que
subiu ao Céu quando, na verdade, não saiu do planeta Terra. Esta objeção é
correta, pois realmente existe o arrebatamento de sentido” (At. 10.10 ALMEIDA
REVISTA E CORRIGIDA). Mas, no que diz respeito ao arrebatamento fora do corpo,
sem dúvida se refere ao ato do espírito sair do corpo e voar ao lugar
determinado por Deus. Então, embora possamos admitir que ser arrebatado no
corpo não seja, necessariamente, ter experiência similar às que tiveram Enoque,
Elias, Jesus e Filipe, ser arrebatado fora do corpo implica em que o espírito
se separe do corpo. E isto prova que o homem tem o seu lado espiritual, que
este constitui o nosso verdadeiro “EU”; e que pode existir conscientemente à
parte do corpo, não dependendo deste para viver e que, portanto, sobrevive à
morte.
Certo testemunha de Jeová disse-nos que “é errado pregarmos a imortalidade do
espírito à luz de II Co. 12.2-8 porque, nesta passagem bíblica, o apóstolo
Paulo não diz que ele foi arrebatado ao Paraíso fora do corpo. O que Paulo diz
aí”, disse-nos, “é que ele não sabia se tal arrebatamento havia sido ou
não fora do corpo. Ora, se Paulo não sabia se o referido arrebatamento se deu
no ou fora do corpo, como dizermos que este texto prova que é possível ser
arrebatado fora do corpo?” Mas lhe respondemos que nisto está a maravilha. Se o
apóstolo não sabia se tal arrebatamento se deu no ou fora do corpo é porque ele
admitia ambas as possibilidades; se ele admitia ambas as possibilidades, então
é possível ser arrebatado fora do corpo; e se é possível ser arrebatado fora do
corpo, só nos resta sabermos o que é isso. E o que é isso, senão o
desprender-se o espírito do corpo e voar?
Lucas 23.43
“Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no
Paraíso”.
Este versículo é a resposta de Jesus ao ladrão penitente que suplicava e
implorava a Sua misericórdia. Esta passagem bíblica deveria ser mais que
suficiente para dirimir as dúvidas de um inquiridor sincero, quanto à
existência de vida consciente no período intermediário, ou seja, entre a morte
e a ressurreição. Mas os adventistas do sétimo dia e os testemunhas de Jeová
questionam esta tradução, alegando que este versículo está mal traduzido.
Segundo eles, a tradução correta é: “... Deveras eu te digo hoje: Estarás
comigo no Paraíso”. Com esse “argumento” querem provar que Jesus não disse
que o ladrão arrependido estaria consigo naquele mesmo dia no Paraíso, e sim,
que Ele (Jesus) disse ao salteador que este estará consigo um dia no Paraíso, e
informou-lhe na hora em que estava a prometer-lhe o Paraíso que esta promessa
lhe estava sendo feita naquele dia. Medite, porém, o leitor e responda para si
mesmo: Havia necessidade de Jesus informar àquele ex-bandido que era naquele
dia que Ele lhe prometia o Paraíso? Não encontramos nada similar nas demais
frases montadas por Jesus. Esta forma de expressar-se não caracterizava o
Senhor Jesus Cristo. Se a tradução correta não fosse como se acha exarada nas
versões clássicas, mas como querem os adventistas e os jeovistas, a palavra
“hoje” ali contida seria supérflua. É digno de nota o fato de que Jesus não
compôs nenhuma sentença similar à que os adventistas e os jeovistas dizem que
Ele formou. Por exemplo, não disse Ele a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te
digo hoje: Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (queira
ver Jo 3.3). Não é curioso o fato de Jesus não ter usado uma única vez a dição
que dizem que ele usou em Lc 23.43?!
Esse argumento, cujo objetivo é defender uma doutrina fabricada pelos homens,
se fundamenta em duas bases não sólidas:
1a.)
A pontuação é um recurso gramatical relativamente moderno, não constando,
portanto, nos manuscritos antigos. Por esta razão, os russelitas (testemunhas
de Jeová) e os adventistas se vêem no direito de correr com a pontuação a seu
bel-prazer;
2a.)
Dizem que, segundo o contexto bíblico, não há vida consciente entre a morte e a
ressurreição.
A primeira base seria sólida gramaticalmente, mas a segunda é um disparate
teológico, pois, como já vimos e continuaremos a ver, a EXTINÇÃO e o SONO DA
ALMA, pregados respectivamente pelos testemunhas de Jeová e pelos adventistas
não resistem a um confronto com as Escrituras Sagradas.
O Adventismo Recita Seus Textos
Prediletos
II Timóteo 4.8
“Desde
agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me
dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua
vinda”.
Adventistas alegam que a crença de que os mortos salvos estão no Paraíso colide
com 2Tm. 4.8, pois que este versículo diz que o apóstolo Paulo não acreditava
que receberia a coroa imediatamente após a morte e, sim, “naquele dia”. Mas os
adventistas precisam saber que os mortos salvos estão no Paraíso sem as coroas,
porque estas serão distribuídas no dia do arrebatamento da Igreja (1Co 3.12-15;
2Co. 5.10;).
I Coríntios
15.18
“Logo, também os que dormiram em Cristo estão perdidos”.
Este versículo é, na opinião dos adventistas, mais uma prova de que os mortos
não estão cônscios. Alegam que “se os mortos salvos estão felizes com Cristo no
Paraíso, o fato de seus corpos não serem ressuscitados não representaria
nenhuma perdição”. Mas o que o apóstolo Paulo está dizendo é que se Cristo não
tivesse ressuscitado, Ele não seria o que Ele disse ser: o CRISTO, O FILHO DO
DEUS VIVO, O IMPECÁVEL, O CAMINHO PARA DEUS e, sim, mais um embusteiro; e,
deste modo, o Cristianismo fundado por Ele seria uma seita falsa, e perdido
estaria quem tivesse morrido como seu adepto (Rm. 4.25; I Co. 15.12-58). Claro,
se Cristo não tivesse ressuscitado, estaria subentendido que Seu Sacrifício não
teria sido aceito por Deus.
Entendendo
Eclesiastes 3.18-19
“Disse eu no meu coração: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus
possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmo como os animais. Porque
o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a
mesma coisa lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo
fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos
são vaidade”.
Caro leitor, se um adventista lhe apresentar estes versículos com a finalidade
de “provar” que a alma não sobrevive à morte do corpo, diga-lhe que Salomão não
está dizendo que assim é, mas, sim, dizendo que ele um dia havia pensado essa
bobagem. Chame a sua atenção para o fato de que as primeiras palavras dos
versículos acima copiados são: “Disse eu no meu coração”, e que a interpretação
é: “Eu pensei”. Ora, quem diz “eu pensei” certamente não pensa mais.
Cremos ter deixado claro que quando a Bíblia diz que os mortos dormem no pó da
terra (Dn. 12.2), está dizendo tão-somente que o corpo (e não a alma) dorme. O
corpo dorme porque está inconsciente e destinado à ressurreição.
Quanto a Ez. 18.4, que diz que “a alma que pecar, essa morrerá”, é bom
lembrar que neste versículo a palavra alma significa pessoa. A palavra alma
aparece na Bíblia com vários significados. Além disso, todo aquele que ainda
não aceitou a Jesus como seu Salvador é uma alma morta, espiritualmente; porém,
no versículo em apreço (Ez. 18.4), Deus estava apenas mandando apedrejar os que
pecassem.
Há outros textos correlatos a serem considerados, mas paremos por aqui e oremos
pelos adventistas. Nossas orações falarão mais alto
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